Já
faz um tempinho que ando deixando de lado os filmes e séries de Super-heróis.
Para eu perder meu tempo com um filme desse estilo, ele tem que conversar muito
comigo e já que isso não vem ocorrendo , não fiz a mínima questão de assistir “Justiceiro”, passei
longe “Defensores” e “Punho de ferro”, corro da série do “Flash”, desligo a TV
quando passa “Arrow” e, só assisti “Thor: Ragnarok” depois que todo mundo
concordou que era uma comédia e “Liga da Justiça” para dar minha última chance
a DC/Warner. Mas virou e mexeu e um dos filmes que me empolgou quando anunciado
(mas que não tive paciência para ir conferir no cinema) surgiu na minha TV em
um sábado ocioso, trazendo a mim uma surpresa que valeu suportar as mais de duas horas
de sofá em um dia de trinta e três graus . Trata-se de “Homem-Aranha: de Volta
ao lar” e um dos melhores vilões do universo cinematográfico da MARVEL (e Sony)
até o presente momento.
Pois bem, Sobre o Homem-aranha, não há nada que eu possa
acrescentar ao falar do filme do amigão da vizinhança, a não ser afirmar que
essa nova produção é infinitamente melhor que as protagonizadas por Andrew
Garfield (que se diziam espetaculares) e que as piadas características do selo
Marvel fazem muito mais sentido nessa trama do que em uma história do Capitão
América ou do Thor (embora esse último seja bacana, como eu disse na resenha),
mas o que mais chamou minha atenção é o personagem interpretado por Michael
Keaton (O Abutre), que no meio de situações incríveis e fantásticas consegue
transmitir a credibilidade que anda faltando aos antagonistas presentes nesse
estilo de filme.
E o que o Abutre tem?
Para começar, pela primeira vez, vemos a
Marvel entregar um vilão com pretensões tangíveis e não com planos
megalomaníacos. O abutre não quer dominar o universo, ou escravizar um mundo;
muito pelo contrário, quanto menos notarem sua presença melhor para ele, pois
seu único desejo é pagar as contas em dia e poder proporcionar uma vida
descente a sua família ( tá bom , talvez uma casa na praia e um carro novo também!), o que, somando a visão empreendedora abordada desde o início
do filme quase o define como um conservador; excluindo o fato que sua
personalidade agressiva em excesso não lhe proporciona limites caso necessite passar sobre uma lei ou matar um desafeto.
Essa agressividade, natural da personalidade
do personagem e também dominante no ambiente em que o mesmo vive, fazem esse
conservadorismo cair por terra quando o vilão dá seu discurso,
que mesmo servindo para distrair o herói em uma das cenas mais importantes do
filme, não deixa de falar um pouco sobre sua própria visão de mundo onde
reconhecemos um pouco da filosofia de Raskolnikov (de “Crime e castigo”) que
fala da força e superioridade dos homens que tomam para si o que querem, com
uma pitada da anarquia sonhada por Thiller Durden (de “O club da luta”) quando ele parece virar as costas para o que a sociedade diz ser o certo.
Outro fator que agrega ao Abutre ainda, é o
fato dele não precisar de poderes ou uniforme para ser ameaçador. Isso fica bem
claro quando o vemos resolver as ameaças de um ex-parceiro no inicio do filme
e, principalmente, quando ele descobre quem é o Homem-Aranha e tem uma conversa
breve, mas cheia de tensão com o Jovem Peter Parker, que não consegue sequer
encará-lo. Sua abordagem lembra em muito as apresentadas por outros vilões
marcantes, como Tony Soprano ou Walter White, e que eram ameaçadores não por
sua força física ou algum poder especial, mas pelo respeito e temor que suas
presenças impunham.
Por esses detalhes, considero o Abutre a
melhor coisa, nessa nova versão do cabeça de teia até aqui, que a Sony trouxe
para agregar o universo Marvel nos cinemas, com seus pés na realidade, embora
todo o resto sobrevoe o mundo fantástico dos quadrinhos, o vilão dá novos ares,
emborararefeitos até o momento, aos
antagonistas de filmes de super-heróis de que um bom vilão faz um bom herói.
Que mais vilões críveis e carismáticos
venham nos próximos filmes .
Uma
coisa que observo como exigência em uma história de ficção científica ou
fantasia para julga-la como relevante a ponto de perder meu tempo com ela, é
seu paralelo com a nossa realidade. Quando é um filme, por exemplo, não vou
jogar quase duas horas de minha vida no lixo para acompanhar carros que se
transformam em robôs e montam em dinossauros mecânicos para lutar por um cubo
mágico! Mas se a história tiver o mínimo de conexão com os problemas sociais ou
políticos de um período histórico e a trama me encantar, vou assistir até
cansar e serei o primeiro a fazer a campanha a seu favor. E é justamente por
isso que venho hoje publicar o primeiro post de 2018, para recomendar um filme
de fantasia e que fala de solidão, diferença, preconceito e amor; escrito e
dirigido por um cara fenomenal, que aguardei com ansiedade desde seu primeiro
trailer e que superou minhas expectativas, trata-se de: “A forma da água”,
filme do mestre Guillermo del Toro que abriu o ano me deixando quase sem ar.
"Você me tira o fôlego"
Ambientado
nos E.U.A no meado dos anos sessenta, o filme conta a história de Eliza
Esposito (Sally Hawkins), uma mulher muda e solitária que trabalha como
faxineira em um laboratório do centro de pesquisa aeroespacial, para onde é
levada uma misteriosa criatura anfíbia e humanoide descoberta na Amazônia e que
as autoridades americanas pretendem usar como cobaia durante a corrida
espacial. Eliza, que é responsável, junto com sua colega Zelda (Octavia
Spencer), pela limpeza da sala onde a criatura fica isolada e aos poucos vai
criando uma relação que passa de amizade a algo mais. Quando Eliza descobre o
destino reservado ao misterioso ser, recorre à ajuda de seu vizinho e
confidente, Giles (Richard Jenkins) e do inesperado apoio do cientista Bob
Hoffsteler (Michael Stuhbarg) para ajudar o homem-anfíbio a fugir, mas não sem
antes ter de enfrentarem toda hipocrisia e maldade personificadas na figura de
Strickland (Michael Shannon) o responsável pela cobaia e que não vai poupar
esforços até que as coisas sejam feitas de seu jeito.
O filme é um conto de fadas, temperado
com critica político-social e pitadas de terror (e um pouco de safadeza). Essa
crítica já fica clara desde a apresentação dos personagens principais, onde o
diretor subverte os estereótipos presentes nas histórias clássicas, em que
normalmente temos os protagonistas enquadrados no que se aceita como padrão, e
apresenta destaque e relevância a figuras para quem antes eram reservados
papeis secundários. Não satisfeito com isso, a trama é ainda ambientada durante
a década de 1960, os anos de luta pelos direitos civis dos afro-americanos e
auge da guerra fria e, cerca a protagonista com uma amiga negra, um confidente
gay e um (spoiler) espião russo como aliado inusitado, de maneira que nos
remete a fuga do que sempre é aceito como padrão e ao questionamento sobre o
quanto o “diferente” é por vezes, errônea e simplesmente, visto como errado e o
mal que isso pode causar.
"Que peixão!"
Nessa
situação de quebra de paradigma, o que mais se destaca são as figuras do
mocinho e do vilão. Enquanto o “mocinho” é uma criatura anfíbia que lembra o
monstro da lagoa negra do filme de 1954, ou o Abe Sapien do filme “Hell Boy” e
que não consegue ao menos se comunicar com exatidão, mas demonstra empatia e
gratidão; o vilão é um pai de família, com sonhos mundanos de trocar de carro e
casa e, dono de sua própria moral (não muito higiênica), mas desprovido da
percepção do mal que seus atos e palavras podem causar a quem o cerca, fazendo
com que o expectador vá aos poucos deixando de observar as aparências físicas
de ambos e se conecte com suas essências. O mesmo corre com o restante do
elenco, que vão se destacando na medida em que vamos entendendo que, dentro da
época e contexto em que a história se passa todos eles são criaturas tão
estranhas quanto o homem anfíbio, fato que nos faz crer na motivação daquelas
pessoas para arriscarem tudo pela liberdade daquele ser, que de certa forma representa
a fuga para liberdade de cada um dos envolvidos.
O
ponto forte do filme é justamente essa critica que a história faz ao utilizar
personagens que vão de encontro ao tradicional primeiro esquadrão das tramas
consagradas como protagonistas e elenco de apoio, e, utilizando como cenário um
dos momentos mais duros da história moderna para assim fazer uma alusão ao
momento atual de nossa sociedade, sem com isso perder o foco na trama e
apresentar um filme delicado, doce e divertido. No entanto, há uma reutilização
de conceitos por parte do autor, que por mais que se enxergue como sendo a
assinatura do mesmo, criam a atmosfera de que muito do que se apresenta já foi
visto anteriormente em suas produções.
Uma dessas repetições, que já citei acima, é a aparência do homem
anfíbio, que remete muito ao personagem Abe Sapiens dos filmes “Hell Boy”, que
foram dirigidos por Del Toro e que, coincidentemente (ou não) era interpretado
pelo mesmo ator, o multi-maquiado Doug Jones. Outra coisa é o fascínio do
diretor pela solidão, que em quase todos seus filmes, e esse não é diferente,
se concretiza ao apresentar o protagonista como um Órfão, tal como ele fez em
“A espinha do Diabo”, “Orfanato” e até “Hell Boy” e “Blade”. Mas essas
reutilizações de temas ou similaridades com outras produções de Del Toro, não
são um defeito representando no filme e não atrapalham ou diminuem a qualidade
do que o diretor consegue entregar nas duas horas de fantasia que apresenta.
Fiquei
impressionado com “A Forma da água” e como Guillermo Del Toro continua
conseguindo falar tão bem sobre os sentimentos humanos utilizando a fantasia e
a ficção científica, deixando sua assinatura (mesmo com algumas reutilizações) no
roteiro, produção e estilo; mergulhando-nos (sem trocadilho) em uma trama que
consegue subverter os contos de fada e falar muito de nossos dias utilizando o
passado como cenário e, com isso, dando um novo fôlego ao cinema nesse início
de ano e principalmente para mim, que estou cansado do mais-do-mesmo. Então, se
quiser fugir de sua vida rotineira e afundar em uma fantasia repleta de critica
social, romance e uma produção caprichada, não perca tempo e se atire de cabeça
na “Forma da água”.
A grande maioria das histórias de fantasia
se passa em uma espécie de idade média, com seus castelos, espadas e campos de
batalha, mas como será que essas sociedades repletas de seres mágicos, como
elfos, duendes, dragões e orcs se encontraria mil, ou dois mil anos, depois das
histórias clássicas imaginadas por Tolkin, C.S Lewis ou Martin e se deparassem
com problemas como o preconceito, corrupção e desigualdade social? Pois a
resposta para essa pergunta é o pano de fundo da mais nova produção da Netflix,
“BRIGHT”, filme escrito por Max Landis, dirigido por David Ayer e estrelado Por
Will Smith e Joel Adgerton que estreou no último dia vinte e dois trazendo um
pouco mais de magia para os últimos dias de 2017.
O filme acompanha o policial humano Ward
(Will Smith) e seu parceiro e único policial Orc, Nic Jakoby (Joel Adgerton),
que estão voltando a trabalhar juntos após Ward ter sido baleado por um Orc
devido ao descuido do parceiro (mais ou menos), o que destruiu a pouca confiança
que havia entre os dois anteriormente. No primeiro dia de retorno as patrulhas
da dupla, eles acabam se deparando com uma guerra secreta entre um grupo
conspirador que quer ressuscitar um antigo líder Elfo renegado e extremistas
humanos que querem impedi-los e acabar com o poder dos Elfos no mundo; no meio
disso, surge uma misteriosa Elfa (Lucy Fry) de posse de uma varinha mágica, uma
relíquia capaz de realizar todos os desejos de quem a possui, o que atrairá a
cobiça das gangues de Orcs e humanos, dos elfos renegados, da força tarefa
mágica e da polícia corrupta, transformando o que era para ser uma noite de
patrulha rotineira em uma corrida pela sobrevivência não só da improvável
dupla, como do mundo como eles conhecem.
O filme traz o retorno de David Ayer para o
terreno que lhe deu destaque, abordando as dificuldades de convivência entre os
diferentes, a dualidade da polícia e o mundo do crime, tudo com o toque de
fantasia proporcionado pelo cérebro nerd de Max Landis e o resultado é um filme
que, apesar de seus problemas no aprofundamento do ambiente e contextualização
de alguns acontecimentos, é bem divertido.
Toda elegância de um Elfo
Entre as coisas boas que o filme tem, está a
apresentação de uma história fantástica para debater nossa realidade social, no
caso o racismo, que é referenciado através do preconceito sofrido pelo povo
Orc, que vive em guetos e é vítima de violência policial, lembrando em muito os
problemas vividos pelos alienígenas do filme “Distrito 9” de Neill Blomkamp,
mas em “Bright”, diferente do filme de 2009 do diretor Sul-africano, esse
preconceito não se deve ao egoísmo em dividir a terra com uma raça
extraterrestre, mas ao fato de que a dois mil anos atrás, os Orcs terem se
aliado ao “senhor das trevas” o líder renegado Elfo que citei acima e que
tentou dominar o mundo utilizando magia, o que gerou ressentimento nos humanos
e Elfos. E o peso de todo esse preconceito é duplamente sentido por Jakoby, que
é desprezado pelos humanos por ser um Orc e por sua própria raça por não ser
“de sangue” ( Não pertencer a nenhum clã) e ser policial; sendo que é através
de sua jornada, tentando se encontrar entre os interesses de seu trabalho como
policial e seu lugar na comunidade Orc, que trilhamos as ambiguidades do
universo criado por Landis até experimentarmos a catarse que dá todo sentido ao
filme em seu final, quando vemos o policial Orc reconhecido em ambas situações
(spoiler na cara!).
Outra coisa bacana é ver o estilo de David
Ayer de tiro, porrada e bomba, funcionando novamente depois do tenebroso “Esquadrãosuicida”. Mesmo com a aura fantástica, o filme não perde a tensão e ritmo de
thriller policial com a dupla protagonista vivendo uma verdadeira odisseia
através dos guetos de Los Angeles e proporcionando ao expectador grandes
momentos de tiroteios, perseguições de carro e até lutas marciais. Soma-se a
isso ainda o carisma de Will Smith, que apesar de protagonizar o filme, não
apaga a relevância de ninguém que divide a tela consigo e a trilha sonora, que
nesse filme de Ayer, é muito pontual e acertada.
Orcs de Gueto
Mas o filme tem seus problemas e, embora
nenhum o deixem menos divertido, expõem
pontas soltas que apontam falhas na
edição que começam a se tornar uma assinatura negativa do diretor. O maior
exemplo desses erros á a motivação dos infermi (os Elfos renegados) para
perseguir Tikka, a Elfa fugitiva que os protagonistas encontram com a varinha
mágica, ela conta uma história maluca que fugiu porque não queria ajudar a
trazer o vilão dos mortos, que mandaram uma assassina para acabar com ela e bla
bla bla, mas durante o filme vemos a personagem de Noomi Rapace, que é quem
manda matarem Tikka, sendo uma Badass ninja Elfica que ainda tem uma dupla de
seguranças no mesmo nível e que no final diz que seu alvo é sua irmã! Então,
porque mandou outra pessoal (menos hábil) dar cabo da irmã e COM A SUA VARINHA MÁGICA? Falando nos Infermi,
uma coisa que ficou faltando foi uma aura ameaçadora do, apenas comentado,
senhor das trevas; pois vemos citações sobre ele nos muros pichados, o
preconceito com os Orcs se deve a ele, o temor da magia se deve a ele, o que
move o filme é a possibilidade de seu retorno, mas... Não o sentimos como uma
possível ameaça e isso diminui, ainda mais, as motivações dos vilões. Somado a
isso, ainda podemos falar da parca presença do “escudo da luz”, o grupo de
extremistas que luta contra o avanço dos elfos renegados e que tem como o
membro mais relevante, um sujeito que aparece do nada, todo sujo, brincando de
espada no centro da cidade e que só serve para explicar um pouco do que está
acontecendo, parecendo mais uma falha na edição (ou uma conveniência de
roteiro) do que uma participação que some à história.
Mas as pontas soltas, que parecem ter
escandalizado meio mundo, chegando a dizer o absurdo de que esse filme era PIOR
que “esquadrão suicida”, não me incomodaram em nada. Conhecendo o serviço de
streaming responsável pelo filme e o trabalho de Max Landis, enxerguei no pouco
aprofundamento sobre o passado do mundo onde a história se passa e os demais
jogadores da trama, como a força tarefa dos magos (que faz uma investigação
paralela sem muita relevância, mas que se sugere ter grande relevância), como a
porta aberta para um universo estendido, o que se mostrou provável ao lembrar
que a Netflix anunciou uma sequência, mesmo antes de o filme estrear e que pode
satisfazer quem não teve suas expectativas alcançadas com essa primeira
história.
“Bright” é uma história divertida e
inusitada que consegue segurar o expectador na cadeira por quase duas horas e tem
o potencial necessário para o surgimento do primeiro universo expandido com o
selo original Netflix. Apresenta alguns problemas de edição e continuidade, e, muita
coisa que a trama apresenta não fica totalmente exposta, mas, pensando bem, é
um filme onde um policial humano e outro Orc, lutam para não deixar uma varinha
mágica cair nas mãos de gangues de criaturas míticas, quem estava esperando um
novo “cidadão Kane” ou “poderoso chefão” deveria rever suas expectativas.
Então, se assim como eu, você também sempre teve a curiosidade de ver como os
mundos fantásticos evoluiriam até a era dos celulares e redes sociais, dê uma
chance a “Bright” e coloque um pouco mais de magia (e tiro, porrada e bomba) no
final de seu ano.
Já
dizia Marco Aurélio: “É melhor ser reto do que retificado”, e quem pode
discordar do imperador e filósofo romano? Até porque, fazer o mea culpa e
tentar recomeçar, ainda mais em tempos como os em que vivemos, onde um tropeço
é o suficiente para uma enxurrada de críticas ou o total desprezo, não é nada
fácil. Mas nem todos têm uma educação estoica como o nobre romano, não indo longe
da mediocridade humana e nessa, penso que o oportuno refrão da música
“Velocidade da luz” do grupo Revelação, onde se diz “... todo mundo erra
sempre, todo mundo vai errar!” fale mais alto do que qualquer frase solta de
velhas filosofias.
Foi
com esse pequeno texto em mente, repetido a exaustão como um mantra, que entrei
quinta (16/11) na sala de cinema para assistir a “LIGA DA JUSTIÇA”, o quinto
filme do universo compartilhado da DC / Warner (terceiro dirigido por Zack
Snyder) que, depois dos fracassos de crítica de “B x S” e “Esquadrão Suicida”
chegou aos cinemas dia 15 de Novembro com a obrigação moral de, junto do
sucesso de “Mulher-Maravilha”, redimir todo o projeto da DC e deixar claro aos
fãs que, persistir em erros não é algo digno do sangue das amazonas, dos filhos
de Krypton ou de cavaleiros das trevas.
O
filme segue os acontecimentos explorados em “Batman vs Superman”. Depois da
morte do homem de aço, Bruce Wayne, contando com a ajuda de Diana Prince, vai
atrás dos indivíduos com habilidades especiais descobertos por Lex Luthor para
ajuda-los a deter a invasão com a qual teve uma visão no filme anterior. No entanto, enquanto o cavaleiro das trevas
recruta com dificuldades Aquaman, Cyborg e Flash (esse nem tanto) para o seu
time, um mal ancestral, invocado pelas caixas maternas (três relíquia
alienígenas de posse dos Atlantes, Amazonas e humanos), desperta para
conquistar a terra (UuuuuUU), devendo essa nova aliança a árdua missão de impedir
o mal que cobiça o nosso mundo.
Não
sei se foi o meu mantra, as refilmagens feitas por Joss Whedon ou simplesmente
a ausência dos filtros sombrios de Zack Snyder, mas saí da sala de cinema bem
mais satisfeito do que eu imaginava que sairia.
Pela segunda vez (dentro desse novo universo) a Warner conseguiu trazer
um filme descente envolvendo os personagens da DC comics. O filme tem
problemas? Sim, tem e falaremos deles mais abaixo, mas os mesmos conseguem ser
diluídos naturalmente em meio a uma trama que foca mais em divertir do que
tentar mostrar toda a amargura que repousa no coração dos heróis, como os
filmes anteriores dirigidos por Snyder.
Para
começar, gostei bastante da pegada mais cômica dessa produção, principalmente
das cenas protagonizadas pelo Flash, que é interpretado por Ezra Miller (nunca
critiquei) que, apesar de utilizar o nome do mais famoso flash (Barry Allen),
trás uma versão do personagem para o cinema bem diferente da vista na série da
CW, ao apresentar um mix dos “flashes” mais icônicos das HQ’s. No filme, Barry
Allen, em uma versão bem mais jovem do que antes vista, lembra muito mais o
leve e engraçado Wally West, sobrinho de Allen nos quadrinhos e que foi o flash
depois da Crise nas infinitas terras (onde Barry morreu) ou até mesmo Bart
Allen, o atrapalhado neto de Barry, que vem do futuro para aprender a usar seus
poderes e que fez sucesso ao integrar a Justiça jovem junto com o terceiro
Robin e o segundo Superboy nos anos noventa, do que o sério Barry Allen que eu
acompanhava nos gibis publicados em formatinho nos anos oitenta aqui no Brasil.
E é através dessa versão do Flash que somos apresentados ao novo ponto de vista
do projeto da DC nos cinemas, muito mais colorido e menos amargurado, onde
apesar do trauma inicial (teve a mãe assassinada quando era criança) o jovem
herói ainda consegue se maravilhar com o mundo novo que se mostra a ele após
conhecer Bruce Wayne (vide cena na Bat-caverna) e ter esperança na justiça, ao
não desistir do pai que é acusado de assassinar sua mãe e que ele sabe que é
inocente, assim como se arriscar para salvar outras pessoas, em meio a uma
invasão alienígena, mesmo nunca tendo participado de uma batalha de verdade.
Outro
ponto bacana do filme é o retorno do Superman (spoiler) e a nova personalidade
que deram para o maior herói das HQ’s da DC. Depois de dois filmes mostrando um
Clark Kent que beirava o egoísmo, para não dizer que o abraçava por completo,
onde o mesmo, ou estava mais interessado em bater em Kryptonianos que olhavam
torto para sua mãe ou para ele em “O homem de aço”, não se importando em
destruir Smallville e Metrópolis no caminho, ou proteger quase exclusivamente
seu interesse romântico, a onipresente Lois Lane em “B vs S”, agora ele
finalmente lembra aquele “farol ético” que é capaz de conduzir a humanidade ou se
sacrificar por ela sem pensar duas
vezes. Isso fica bem claro na sequência de batalha onde, após ouvir os apelos
de pessoas que se encontram ao redor do lugar ameaçado, ele deixa seus novos
super-amigos com a missão de vencer o grande vilão e parte para o resgate nos
presenteando com uma sequência que é a cara daquele homem de aço das HQ’s,
sendo tão heroica quanto cômica.
Sobre
a Mulher-Maravilha há muito pouco para se falar, a não ser que ela continua tão
maravilhosa quanto nos outros filmes onde apareceu para iluminar, ficando claro
que, se o universo DC parece começar a funcionar, ela é a principal
responsável. Vale também uma menção honrosa ao esforço que a produção fez e o
sucesso que obteve ao dar carisma e relevância a alguém como o Aquaman, pois ,
com certeza, não é fácil colocar um personagem cujo poder mais famoso, depois
de respirar em baixo da água, era falar com peixes, no nível de
Mulher-Maravilha e Batman e, mesmo esse fato virando uma piada que é repetida
duas vezes dentro do filme, suas cenas de batalha e presença, somados à alguns
momentos de comédia (como quando eles estão indo para a batalha final e ele
senta sobre o laço da verdade) fazem com que realmente nos importemos com o
herói, fato que também serve para o Cyborg, que mesmo tendo menos carisma,
surge na trama como chave para entender e “desligar” as caixas maternas, além
de ter uma crescente sintonia com o Flash que pode ser a semente de uma
parceria bem bacana no futuro.
No
entanto, como eu disse acima, o filme também tem seus problemas e nenhum é,
para mim, maior do que o Batman. Nas HQ’s, Bruce Wayne sempre teve sua
inteligência, foco e força de vontade (além da habilidade física) como seu
verdadeiro super poder (e não a riqueza) e estes eram controlados por uma
seriedade que conseguia inspirar o respeito de todos, já em “Liga da Justiça”,
apesar de não nos depararmos com um Batman assassino e descontrolado como o de
“B vs S” novamente não temos a presença DO Homem-Morcego. Desta vez o que
encontramos é um alívio cômico que serve de escada para toda sorte de piadas
(quando elas não surgem dele mesmo), gaguejando e fazendo cara de susto a todo
o momento e que, além de parecer fugir da liderança da equipe, repassando isso,
uma hora para a Mulher-Maravilha e outra para o Super man, termina quase como o
expectador da batalha final ao se encarregar dos vilões coadjuvantes (os
para-demônios), não parecendo nem de longe, aquele super detetive, ninja, gênio
e Bilionário dos gibis e sim um “Gavião-Arqueiro” de Luxo ou o Dedé dos
trapalhões.
Outra
coisa que não curti muito (Além das centenas de câmeras lentas durante o filme),
foi a cena de batalha que é mostrada quando é explicado o que são as caixas
maternas. Além de a explicação parecer uma história inventada na hora pela
Mulher-Maravilha baseada em “O senhor dos anéis”, pois fala da união dos povos
diferentes (trocando Elfos / Anões/ Humanos por Atlantes / Amazonas / Humanos) para
destruir uma relíquia que dá poder a um inimigo e pode por um fim em tudo, a cena
que se desenrola é muito artificial, com um CGI bem Playstation 4 e que mostra
um monte de personagens que quase não dá para saber quem são, mal se
identificando um Lanterna verde ali no meio (e que morre miseravelmente) e
acaba sem dar as respostas que parecia prometer, deixando apenas a dúvida de
quem eram aquelas pessoas com poderes e para onde foi o anel do lanterna morto.
Apesar
dos pequenos problemas, “LIGA DA JUSTIÇA” é um bom e divertido filme, que
consegue dar novos ares ao projeto da DC nos cinemas e exorcizar (até certo
ponto) os erros de filmes como “O homem de Aço” e “Batman vs Superman”, em uma
demonstração de que ser retificado, principalmente por Joss Whedon, é melhor do
eu seguir sendo reto por Zack Snyder. Fica agora a missão da Warner de
conseguir fazer o mesmo nos filmes de heróis menos conhecidos ou icônicos como
o Cyborg, assim como retirar toda a carga caricata criada em personagens como
Lex Luthor e Coringa, que tiveram aparições desastrosas em filmes anteriores do
selo, mas isso é um problema para o futuro, por hora eu digo, dê uma chance a
DC e assista “Liga da Justiça” e se não concordar com tudo que eu disse acima,
me perdoe, porque “Todo mundo erra sempre, todo mundo vai errar” uma vez ou
outra, mas as vezes acerta ... Snyder que o diga!
Ninguém quer viver na mesmice! É para fugir
da rotina, que as pessoas mudam o corte de cabelo, pulam de paraquedas, viajam
para lugares diferentes, experimentam novos sabores e fazem o que for preciso para
ter em suas vidas a sensação de novidade sempre presente. Mas, se se sentir
como estivesse trancado em uma rotina já é horrível, imagina ficar realmente preso
para sempre no mesmo dia, e mais, ficar preso para sempre no PIOR dia de sua vida,
a data de seu assassinato?! Pois essa é a trama central de “A morte te dá
parabéns”, filme de fantasia /suspense/ terror dirigido por Chirstopher B.
Landon ( “Como sobreviver a um ataque zumbi”), produzido pela blumhouse (a
mesma de “Corra!”) e estrelado por ninguém muito importante, que me divertiu ao
apresentar uma mistura de um dos temas que mais falei, com um dos que mais fujo: loop temporal e terror.
A história é a seguinte, Tree é uma
estudante universitária que tem sua simpatia, generosidade e empatia,
inversamente proporcionais a sua popularidade, beleza e influência e, ela É
muito bonita, popular e influente! Ou seja, Tree não é uma pessoa legal, e,
todo esse amargor só cresce quando, após um porre na noite anterior, ela
acorda, no dia de seu aniversário, totalmente desorientada na cama de um colega
que mal conhece. Só que esse não será um aniversário comum, pois depois de sair
do alojamento onde passou a noite e passar por mais um dia normal na
universidade, trocando alfinetadas com a fútil líder de sua irmandade,
desprezando os parabéns de sua melancólica colega de quarto, ridicularizando um
ex-pretendente e visitando o trabalho de seu amante/ professor, Tree, ao sair
para ir a mais uma noite de festa, se depara com uma estranha figura, trajando
negro e uma máscara da mascote do time local e depois de uma perseguição ela é
assassinada! Tudo poderia terminar para ela nesse exato momento, se sem
entender nada, ela acordasse, novamente, na manhã de seu aniversário no quarto
de seu colega para reviver o mesmo dia, restando a ela, depois de continuar,
noite após noite, sendo assassinada de maneiras diferentes e voltando para
manhã do mesmo dia, nada mais do que tentar entender o que está acontecendo e
descobrir quem é seu assassino para assim quebrar o loop temporal.
Achei a ideia do filme bem bacana! Misturar
terror adolescente que remete a clássicos como “Pânico” e “Haloween” com um
loop temporal que lembra “feitiço do
tempo”, “ARQ” e “No limite do amanhã”, consegue trazer algo novo para a tela,
ao mesmo tempo que dá um frescor a ambos estilos já bem batidos, ganhando mais
um aditivo quando, após a protagonista
aceitar seu destino, há um acréscimo de humor na trama e depois, uma pitada de
drama, quando é descoberto que as múltiplas mortes de tree custam um preço alto
para ela; sem contar que, no decorrer da história, quando a protagonista
percebe que não é alguém de quem sua mãe poderia se orgulhar, acabamos nos
rendendo a seu carisma e torcendo por ela.
No
entanto, apesar de sua boa ideia e de ser bem divertido, o filme perde um pouco
do que poderia entregar por causa de sua montagem e escolhas de roteiro. O
principal erro a meu ver, é a introdução de um assassino em série, famoso
dentro do universo do filme, que surge para distrair a atenção da protagonista.
Penso que nada teria de errado na presença do personagem na trama, caso ele fossemos perfeitamente apresentado desde o
início da história, no entanto, isso não acontece e , apenas prestando muita
atenção em detalhes, como quando a TV do quarto da protagonista está ligado, ou
quando ela está na lanchonete com Carter (o colega onde ela sempre acorda no
quarto) é que vemos menções ao dito serial killer, o que não explica o fato de
que ela tenha certeza de que é ele que está a matando dia após dia, a não ser
que exista ainda um erro de montagem no filme e esse para mim é o segundo
grande erro.
Assistindo ao filme pela segunda vez (sim,
eu estava com tempo) se percebe que ao apresentar fotos das vítimas do dito
assassino, todas são loiras e bem parecidas com a protagonista, em especial uma
que lembra a mãe de Tree, que aparece em flashbacks. Ou seja, pode-se entender
que a mãe da protagonista foi morta pelo assassino e que, como é seu
aniversário, e como ela diz, fazer aniversário no mesmo dia da mãe e o
assassino estar na cidade, talvez, isso tenha algo a ver, mas parece que a montagem
vacilou e absolutamente nada em relação
ao assassino, suas vítimas e porque ela acredita que ele é o responsável por
tudo que está acontecendo à ela, é explicado.
Então, sem querer me repetir, se você
estiver a fim de matar um pouco da saudade dos filmes de terror dos anos
oitenta e noventa, mas ao mesmo tempo quer algo que apresente uma coisa nova e
fora da caixa mas sem ter a obrigação de pensar muito, assista a “A morte te dá parabéns” um filme que mesmo sendo meio
repetitivo em si, com certeza não vai te prender na maior das mesmices.
Eu estou velho e cansado! Constatei isso
essa semana, não só ao perceber que estava assistindo ao décimo sétimo filme da
Marvel em nove anos de universo cinematográfico compartilhado da editora, como
ao me sentir totalmente deslocado como público no que presenciei durante mais
de duas horas no cinema. Sim! Hoje temos a missão de falar sobre o último e
mais rypado filme de Odinson, o senhor do trovão, que caiu como um relâmpago
nas salas de cinema no último dia vinte e seis, agradando a grande maioria do
público, mas que, embora não tenha me decepcionado como os filmes da
concorrente, me acertou como um martelo mágico quanto a qualquer expectativa de
novidade nos filmes futuros da Marvel. Então, com vocês: "Thor:
Ragnarok"!
Dirigido por Taika Waititi e estrelado por
Chris Hemsworth (Thor), Tom Hoddlestone (Loki), Kate Blanchett (Hela) e mais
uma monte de gente bonita, elegante e sincera, "Thor: Ragnarok" narra
os acontecimentos que se seguiram com o protagonista após suas visões em
"Vingadores: a Era de Ultron", onde, ao perceber um grande mal se
aproximando de sua terra natal e, imaginando se tratar do Ragnarok (o
apocalipse asgardiano) ele vai buscar impedir sua realização. Em meio a essa
busca, seu pai , Odin, morre, mas antes de partir (para lá-sei-eu, um deus
nórdico vai depois de morto) revela que possui uma filha mais velha (Hela, a
deusa da morte) muito mais poderosa que ele próprio e que sua morte a
libertará. Mal o deus ancião bate as botas e a sujeita já aparece reivindicando
o trono de Asgard, destruindo o martelo do herói e chutando (literalmente) os
dois irmãos (Thor e Loki) para o planeta Sakaar, um lugar de caos e selvageria,
comandado pelo insano Grão Mestre (Jeff Goldblum), onde Thor irá se deparar com
uma amargurada última Valquíria e com um ex-aliado, o Hulk, agora o campeão do
insano ditador de Sakaar em sua arena. Resta ao desmartelado deus do trovão a
inglória missão de juntar forças para escapar das garras do grão mestre e
retornar a Asgard antes que a profecia se cumpra e seu planeta seja destruído.
Como dito acima, o filme está longe de
ser ruim, mas não passa nem perto da expectativa que gerou quando o cabeça do
estúdio, Kevin Feige veio a público dizer que a trama de “Ragnarok” seria um
ponto de virada do universo Marvel nos cinemas, muito pelo contrário, ao invés
de outros rumos e visão, em seus cento e vinte e oito minutos de duração, o
novo filme do Odinson oscila entre uma cópia de “Guardiões da Galáxia” e um
reboot do personagem no estilo do novo “Homem-Aranha”, entregando mais uma
grande aventura para toda família que não foge em nada da velha fórmula Marvel.
Essa mesmice foi o que me jogou na cara a
minha idade e me deixou deslocado enquanto eu assistia a produção, os filmes do
estúdio não são mais para mim. Parece que depois de quase dez anos a rotina da
fórmula Marvel (que mesmo assim é infinitamente melhor que o veneno da DC) começou
a se mostrar desgastada para quem, como eu, acompanhou suas produções até aqui,
o que só piorou depois do sucesso de “Guardiões da Galáxia” de 2014, e, esse
terceiro filme do Thor é o maior exemplo até aqui. Parece que o estúdio aceitou
que o personagem nunca foi o mais bem quisto do seu panteão e realmente
rebootou o personagem com a franquia andando, pois nem o clima e nenhum
personagem presente nessa nova trama, exceto talvez Heindall (Idris Elba)
parece ser o mesmo dos filmes anteriores.
Se é pra Rir, vamos rir!
Nota-se o que falei acima, já na
primeira cena do longa, onde vemos o protagonista preso em uma cela dentro da
masmorra de Surtur, fazendo várias piadas para seu antagonista e essas
situações cômicas vão se repetindo durante todo filme, como quando ameaçam
cortar o cabelo do filho de Odin e ele implora como uma criança para que não o
façam, ou quando encontra o Hulk pela primeira vez e tem um acesso de
felicidade, chegando a mostrar o gigante esmeralda para o irmão Loki, que
assiste a tudo de camarote, em cenas muito divertidas, mas que não conversam com os personagens apresentados nos dois primeiros filmes, me especial com o protagonista, que, embora tivesse doses de
humor, tinha a arrogância pontual de um deus e a responsabilidade de um
príncipe-herói, algo que não encontramos aqui. O mesmo se dá com Loki, que desde sua
participação em “Vingadores” de 2012, se tornou um destaque maior que seu irmão
e o queridinho dos fãs, tanto que agora, sua
personalidade traiçoeira acaba servido apenas para que ao final ele se
arrependa e se torne também um herói, no pior estilo fan service.
Hela - Uma Deusa, uma louca, uma feiticeira
Mas embora as novas facetas dos personagens e a quebra
de clima de um filme para outro me incomodaram um pouco, tem muita coisa
bacana em “Thor: Ragnarok”, começando pela maravilhosa deusa Hela. Kate Blanchett está realmente divina como a deusa da morte
e tenho que confessar que cheguei a torcer por ela após sua chega em Asgard e a
sequência de pancadaria fodástica entre ela e o exército do lugar; assim como
quando ela mostra que Odin encobriu (literalmente) que só conseguiu chegar onde
chegou com sua ajuda e através da força. No entanto, deveriam ter dado um
propósito maior a personagem, pois apenas dominar por dominar e destruir por
destruir, acaba a transformando em apenas mais um vilão genérico, embora não
totalmente esquecível de um universo já famoso por seus vilões pouco carismáticos.
Outra coisa bacana é o planeta Sakaar e sua
sociedade totalmente caótica. Começando por seu líder, o Grão Mestre
interpretado por Jeff Goldblum que proporciona alguma das cenas mais engraçadas
e malucas da história, como quando ele derrete seu primo por tentar fugir ou
quando Bruce Banner aperta um botão da nave que os heróis roubam para fugir e
surge um holograma com Goldblum cantando. Também é em Sakaar é que conhecemos a
última Valquíria, interpretada pela gatíssima Tessa Thompson, que tem muito
mais química com o deus do trovão do que a sensível Dra. Jane Foster, assim
como a nova versão falante e sentimental do Incrível Hulk , sem contar com a
trupe de gladiadores mais maluca do universo.
Bom , “Thor Ragnarok” é um filme
divertido, leve e que não muda NADA dentro do universo Marvel. . Me jogou na
cara que o tempo de apresentar histórias voltadas para os fãs por parte do estúdio
já passou e que agora, mais do que nunca, só a grana interessa e esse retorno
financeiro será buscado a qualquer custo, mesmo que seja rebootando a franquia
andando. Mas apesar dos pesares, o filme é
uma produção que vale a pena ser assistida e que embora fale sobre o fim
de mundo causado por uma deusa da morte e onde os heróis fogem de sua prisão
através de um portal chamado “Anus do demônio”, é um ótimo programa para levar toda
a família para apenas desligar o cérebro e dar boas risadas.
Como
dito no post anterior, o mês de setembro, para mim, é quando tudo que tem que
dar errado, se concretiza. No entanto, nesse ano não foi só para a minha pessoa
que setembro foi terrível, pois, depois de quatro furacões, três terremotos e
de um esboço de guerra nuclear entre EUA e Coréia do Norte, descobri que o
mundo poderia ter acabado na data de ontem (23/09/17) ao colidir com o planeta
Nibiru (que deve ser o planeta natal do ET Bilu). Mas, por mais sorte do que
juízo, o planeta vagante nos deu um bolo e a terra ganhou mais alguns anos para
agonizar na mão dos humanos e, para comemorar, resolvi procurar por um filme
que me transmitisse todo espirito desse bendito mês que parece que não tem fim.
Foi assim que encontrei “Extinction” (2015),
ou como ficou chamado aqui na terra do mico-Leão dourado, “Apocalipse”; produção
roteirizada e dirigida por Miguel Angel Vivás, que apresenta um mundo, onde uma
infecção transformou grande parte da população em criaturas raivosas e antropófagas
(para não dizer zumbis), mas onde a raça humana conseguiu se organizar e
arranjou uma maneira de exterminar os monstros,
reduzindo a temperatura do planeta até níveis árticos e assim
despachando os mortos-vivos por congelamento. É nesse mundo, nove anos depois desse
extremo, que encontramos Patrick (Mathew Fox (de Lost)), Jack (Jeffrey Donovan)
e sua filha Lu, as últimas três pessoas vivas da cidade de Harmony, que, por
problemas do passado não se falam, mas são obrigados a unir forças quando uma
nova raça dos monstros surge depois de anos, agora adaptada para o frio e muito
mais mortal.
Olha, o filme não é a melhor coisa que vi
nesses últimos tempos, mas também não é a pior. A trama é uma mistura de “Eusou a lenda” ( Do will Smith e não do livro), com elementos de “A noite dos
mortos vivos” (Do Tom Savini, não do Romero) e dentro do que se propõem,
consegue funcionar de certa forma trazendo o sentimento de solidão do primeiro
filme citado acima, ao apresentar a rotina de Patrick, que depois de nove anos
sozinho, não age diferente do personagem interpretado pelo sobrinho preferido
do Tio Phil, falando sozinho, sendo metódico em seus horários e na busca por
mantimentos e mesmo adotando um cachorro como melhor amigo e confidente. Já
Jack e sua filha Lu, são a síntese do isolamento e do medo do que pode estar
rondando a casa, maravilhosamente bem desenvolvido por George Romero no
clássico de 1968 e homenageado por Tom Savini em 1991.
Misturando em si a essência de duas boas e
conhecidas histórias, o filme garante alguns sustos e cenas tensas, em grande
parte pelo elenco reduzido, que facilita com que o espectador se importe com
cada um desses poucos sobreviventes , nisso a jovem atriz Quinn McColgan, que
interpreta Lu, consegue se destacar ao transmitir (com a ajuda do roteiro) toda
a ingenuidade de uma criança que nasceu em uma sociedade destruída e cresceu apenas
na companhia do pai.
Lu ,Jack e Patrick
Só que o mesmo roteiro que nos faz acreditar
em uma menina de nove anos, nos deixa
confusos quando ignora o que houve com aquela sociedade e em especial, como
diabos eles conseguiram baixar a temperatura
do planeta?? pois eu assisti ao filme duas vezes e se foi dito, me escapou
totalmente (Talvez seja uma consequência do inverno nuclear depois da guerra EUA x Coreia do Norte). Da mesma forma, a produção toma algumas decisões e depois desiste das
mesmas sem mais nem mesmo, como quando o personagem de Jack parece estar
enlouquecendo e uma voz começa a influencia-lo, vinda de seu aparelho de
rádio amador dizendo para que ele não
aceite mais desaforos do vizinho Jack, o que é ignorado sem mais nem menos
antes da metade do filme. Soma-se ainda a isso algumas conveniências de roteiro, como o fato de os protagonistas só conseguirem contato com outros grupos de sobreviventes, 9 anos após o isolamento e justamente quando a nova raça de zumbis começa a surgir; mas se não existissem certas conveniências na trama (assim como na vida) a história não se moveria, então é possível ligar a suspensão de descrença e deixar o filme seguir. Pois bem, "Extinction" foi a descoberta mais acertada para representar o meu mês de Apocalipse. Um filme mediano, que conta o drama de dois ex-amigos que no meio de um apocalipse Zumbi e com o planeta congelando, se isolam em suas casas remoendo as dores do passado enquanto o mal lá fora só cresce. Uma produção que mesmo com pouca grana e com muitos clichês, consegue ser competente (embora por vezes arrastado) em criar um clima de tensão, solidão e mostrar que, mesmo nas situações extremas, os problemas de relacionamento ainda são os mais difíceis de resolver. Então, se assim como eu, você teve um mês daqueles que lembra lembra um filme de terror, assista a "Extintion" (ou Apocalipse), um filme muito mais divertido e bem menos aterrorizante do que um mundo com quatro furacões, três terremotos e um mês de setembro de quarenta dias.
Todo
ano nessa época é igual, um clico parece se fechar e tudo que pode dar errado
na minha vida, realmente dá. Tanto que, intimamente, eu costumo chamar Setembro
de “o mês do Apocalipse”. No entanto, esse ano decidir não me abalar muito e celebrar
o mês de tumultuo com uma temporada de filmes que tem tudo a ver com ele, ou
seja, destruição, caos, estranheza e ...apocalipse.
E para dar uma melhorada na energia, hoje
vou falar sobre um filme que oscila entre a comédia e o Gore de maneira despretensiosa
e que descobri muito sem querer no catálogo daquele serviço de streaming
famoso, que adora estragar adaptações de mangás e do defensor de Kunlun, trata-se
de “TURBO KID”, filme canadense de 2015, escrito e dirigido por Anouk Whissel,
François Simard e Yoann-Karl Whissel; e, estrelado por Munro Chambers e Laurence
Leboeuf , todas pessoa que nunca havia ouvido falar antes e que duvido que ouvirei novamente.
O Filme conta a história de um garoto (Chambers)
que vive sozinho em um mundo pós-apocalíptico. Ele é fã de quadrinhos, em especial
de um personagem chamado “Turbo Rider” e sobrevive catando e revendendo
quinquilharias no mercado que se organizou após o fim da sociedade. No retorno
de uma dessas vendas, que ele conhece Apple (Laurence Leboeuf), uma estranha e
animada garota, com quem vai nutrir algo mais que uma amizade. Mas em mundo
onde a sobrevivência fala mais alto, a força é a única lei, então, em uma
incursão pelo “lixão” (como denominam o que restou da cidade), Apple é capturada
e levada até Zeus (Michael Ironside) o
chefe da gangue que domina o lugar; Porém, O Garoto vai descobrir que as
histórias em quadrinhos que lia eram uma homenagem a um herói real, que morreu
lutando contra a causa do apocalipse que os atingiu e, munido da maior arma de
seu herói, o garoto se tornará Turbo Kid e partirá para resgatar Aplle e
derrotar o Infame Zeus.
Não se assuste se a sinopse do filme
parece brega, realmente era para ser assim. “Turbo Kid” é uma homenagem despretensiosa
ao cinema de baixo orçamento dos anos oitenta, sendo um dos primeiros a seguir a moda ditada pelos "Guardiões da Galáxia" (2014) de James Gunn, porém se assemelhando mais com os filmes anteriores do diretor, como "Super" e "Projeto Belko" devido a sua mistura de humor e ação visceral, do que com o milionário Blockbuster da Marvel studios.
Já no inicio do filme, quando somos apresentados ao universo da trama, temos um pequena mostra do que está por vir, quando depois de ouvirmos um narrador contar um pouco do que
houve com a sociedade, recebemos o mórbido aviso “Bem vindos ao futuro, bem
vindos a 1997”, como se filme fosse realmente uma produção oitentista. Logo após isso conhecemos o protagonista e visualizamos sua rotina de catador, que após encontrar algo que possa trocar por água e comida, segue seu caminho em um vídeo clipe super para cima, típico dos filmes da sessão da tarde, com o garoto voltando para casa em sua bicicleta cross e ouvindo rock
carregado de sintetizadores e teclados em suas fitas cassetesenquanto desvia das cabeças de pessoas desavisadas cravadas em estacas pelo caminho.
Vilões e Heróis de Bike
Mas não pára por aí, além da influência musical e visual dos anos oitenta, o filme também traz diversas referências, como a temática frequente de mundo sem água, como no clássico trash "Crepúsculo de Aço" (1987) estrelado por Patrick Swayze e falta de combustível, tal qual "Mad Max". Sobre a falta de combustível, o roteiro toma uma decisão totalmente crível, que é , na falta de motores a explosão, todos andam de bicicleta; o que faz sentido e ao mesmo tempo dá um ar cômico a trama, com todo mundo pedalando pra lá e para cá. Já no tocante a falta de água, a história toma contornos mais mórbidos, apresentando uma máquina que transforma pessoas em água pura, que é o que Zeus o vilão está fazendo e para tal capturou Apple, assim como Frederic, o chefe da Gang Rival, que se tornará um futuro aliado de Turbo Kid. Mas não é só isso ( o Gerente enlouqueceu) mais tarde descobrimos que o que levou a destruição da sociedade é mais um clichê dos tempos dos permanentes e roupas multi coloridas, que são ... os robôs! Sim, meus amigos, quem destruiu o mundo como conhecemos, foram os seres mecânicos revoltados, em uma homenagem nada discreta ao "Exterminador do futuro", com a vantagem de que nesse mundo alguns robôs ficaram de boa com as pessoas e até se apaixonam por elas (ops!)
Melhor Arlequina
No entanto, sem só de referência vive esse filme, ele também influenciou outra trama, ainda mais trash que ele mesmo. Sim senhores, Turbo Kid também é cultura e com a personagem da Apple, deu base a outra personagem também empolgada e insana, mas que diferente da original canadense, alcançou muito mais sucesso (embora seu filme seja muito pior), trata-se da Arlequina de "Esquadrão suicida", que até hoje brilha nos coraçõezinhos dos DCnautas, sem que muitos desses saibam que um anos antes, em um filme com um décimo do orçamento, uma atriz desempenhava exatamente o mesmo papel E O MUNDO PRECISA SABER DISSO!!! Além de tudo, o filme tem uma sequência final de combate que mistura comédia pastelão, violência em excesso e sangue sem fim, que me fizeram aplaudir de pé sem saber exatamente por qual das razões. Pois então, "Turbo kid" está lá, flutuando tranquilamente entre outros diversos títulos naquele bendito serviço de streaming; discreto e impassível, mas certeza de diversão garantida. Um filme que mostra que não é preciso gastar malas e mais malas de dinheiro em um filme para que ele seja divertido e nem atola-lo em efeitos especiais para chamar a atenção, basta uma boa ideia e alguns atores desconhecidos para aceitar o trabalho. Um filme que caminha entre o cômico e o Gore, mas abraça com força os clichês da década de 1980 sobre o apocalipse e que me arrancou muitas risadas nesse meu mês tão sombrio.
O
Ano é 1989;
Nos
E.U.A, Bush
pai assumia seu cargo de presidente; Na
China, um
estudante desconhecido parava uma coluna de tanques durante o
protesto na praça da paz celestial; A Rússia se retirava do
Afeganistão e
no
Brasil, Raul
Seixas morria e Pedro Bial fazia sua mais relevante reportagem
informando que o muro de Berlin caia, dando fim a vinte oito anos de
divisão alemã. É durante esse período tão conturbado de nossa
história que se passa a trama
de um dos grandes filmes de
2017
e que aguardei ansioso desde seu primeiro trailer, trata-se
“Atômica”, Thriller de espionagem e ação dirigido David Leitch
e estrelado pela maravilhosa Charlize “Furiosa” Theron que
estreou no final de Agosto para fechar o mês com um tiro certeiro e
abrir Setembro com o pé na porta.
O
filme conta a história de Lorraine Broughton (Charlize Theron), uma
agente da MI6 que, após o assassinato de um colega em Berlin, que possuía uma lista contendo o nome de todos espiões em operação dos
dois lados do muro, é enviada para Alemanha e incumbida de recuperar
o material, que além de tudo possui a identidade de um perigoso
agente duplo.
Às
vésperas da reunificação alemã e contando com a parca ajuda do
chefe da estação local, o pouco ortodoxo David Percival (James
McAvoy), Lorraine terá de usar todo seu charme e talento como
especialista em combate corpo a corpo e evasão para sobreviver ao
derradeiro e mais sangrento jogo de espiões da guerra fria.
Cara,
sabe aquele filme que consegue ser tão equilibrado, mas tão
equilibrado que se você largar em uma corda ele fica paradinho? Pois
Atômica é isso. Atuações convincentes, cenas de luta e
perseguição de tirar o folego, reviravoltas na trama, fotografia e
figurino bonitos, locações caprichadas e trilha sonora matadora,
tudo muito bem organizado dentro de menos de duas horas de filme e
que merecem ser creditados tanto à competência do diretor David
Leitch, que vem crescendo no mercado de filmes de ação, quanto ao
talento de Charlize Theron, que mais uma vez rouba a cena com sua
atuação e carisma.
Quanto
ao diretor, fica fácil reconhecer sua assinatura gráfica e estilo
ágil quando comparamos "Atômica" com outro de seus filmes
que foi bastante comentado, que é "John Wick" (2014), com
a diferença que na nova produção Leitch mantém a ação frenética
mas prende os pés no chão, o que não o impede de ousar, passeando
com a câmera por ângulos que colocam o espectador quase como se
fosse um passageiro durante uma perseguição de carros ou estivesse
no meio das cenas de luta e tiroteio, nos presenteando com longas
tomadas sem cortes e planos abertos que acabam por detalhar cada
intenção dos presentes na tela sem a necessidade de quase nenhum
diálogo, essa confirmação de estilo me fez, mais do que ficar
empolgado com a história que estava assistindo, me sentir aliviado
ao pensar que a sequência do filme do Deadpool está em mão
competentes e capazes de superar a divertidíssima produção
comandada por Tim Miller em 2016.
Já
Charlize Theron está realmente magnifica, arrancando o fôlego de
quem assiste ao filme e os dentes e sangue de seus inimigos na trama.
A atriz Sul africana se reinventa mais uma vez e consegue deixar no
passado seus papeis anteriores, como a marcante "imperatriz Furiosa" de "Mad Max" e Aileen Wuornos de "Monster"
que lhe rendeu um Oscar; suas cenas de ação em nada ficam devendo
às dos protagonistas de outros prestigiados filmes de espionagem e
ação como "Jason Bourne", "John Wick" ou "James
Bond", sendo que as coreografias de luta, os planos aberto e luz
explorada pela produção parecem dar vantagem a Theron que,
transparecendo força e sobriedade na atuação, se distancia de
forma gigantesca de outras atrizes que também costumam viver papeis
outrora interpretados apenas por homens e que, quase sempre, mostram
uma postura quase caricatural repleta de caras e bocas pouco
convincentes, como Angelina Jolie em "Tomb Raider" e
"Salt", Mila Jovovich em "Resident Evil" e mais
recentemente , Scarlett Johansson em "Ghost in the shell",
sem contar que a atriz Sul Africana ainda abusa do charme e da beleza
como armas fatais no jogo de espiões que sua personagem se envolve
de forma infinitamente mais convincente do que mostrado em qualquer
filme do gênero antes. Fatos que afirmam Charlize Theron, com
"Atômica", como um dos grandes nomes femininos do cinema
de ação.
O
filme ainda tem a trilha sonora carregada com músicas da época em
que se passa a trama, como arma secreta para mergulhar ainda mais o
expectador dentro do universo explorado, tocando pontualmente canções
consagradas como "Cat People" de David Bowie, "99
Luftballons" de Nena, "Father Figure" de George
Michael, "Blue Monday" do New Order, entre outros grandes
sucessos que ambientam o expectador naquele mundo e dão o ritmo e
direção do filme com um artificio que parece ter se tornado moda
desde "Guardiões da Galáxia" e que nesse filme funciona
tão bem quanto, embora fique mais em segundo plano do que no filme
da Marvel de 2014.
E
Falando em Marvel, é importante lembrar que "Atômica"
também foi baseada em uma HQ. A obra original, intitulada "A
cidade mais fria" (Berlin, dividida pela Guerra fria, entendeu a
referência?) foi escrita pelo inglês Antony Johnston e desenhada
pelo ilustrador inglês naturalizado brasileiro Sam Hart e que pelo o
que ouvi falar, posto que não li a HQ, é bem diferente do filme,
principalmente no tocante a ação, o que , a meu ver dá mais
crédito ao produção, por conseguir entregar uma releitura da
história, que pega seus principais elementos acrescentando outras
questões e escolhas, sem descaracterizar por completo sua intenção
de mostrar um jogo de espionagem durante do declínio da cortina de
ferro. Um exemplo que fica para os adaptadores de obras originais (em
especial aos serviços de Streaming que acham que podem reinventar a
roda adaptando animes e Mangás).
Então
é isso, Com cenas de ação e perseguição de tirar o fôlego, uma
trama cheia de reviravoltas onde ninguém sabe em quem confiar e
carregado de estilo, "Atômica" chegou aos cinemas para
reafirmar o poder da mulherada e divertir na medida certa. Traz uma
protagonista que rouba a cena a cada segundo que surge na tela e um
diretor que se firma a cada filme como uma das grandes promessas
dessa leva que vem ganhando espaço, somando-se como principais
responsáveis por cumprir cada expectativa que os trailers fizeram
surgir em mim e me deixando ansioso pelas próximas produções da
dupla. Então, que venha Deadpool 2 e que Charlize Theron continue a
se reinventar e brilhar sempre... mas o mais importante, não confie
em ninguém.