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sábado, 23 de dezembro de 2017

RICK & MORTY: Episódios essenciais para começar a explorar o multiverso.




Um mês! Esse foi o tempo que fiquei sem escrever nada. Eu sei que nesse período o mundo ficou sem graça com a ausência da exposição do meu gosto duvidoso e opinião rasa, mas o fato é que depois que vi e escrevi sobre a “liga da justiça”, pareceu que eu estava  entrando novamente em um ciclo que começou lá em 2012 com ”Vingadores", então resolvi dar uma pausa. Só que, durante essa parada me deparei com uma produção fantástica, que me seduziu pela curiosidade e acabou me viciando e prendendo durante esses trinta dias com seus conceitos brilhantes, humor negro e (por que não?) niilismo libertador. Hoje volto da dimensão C-137 para falar um pouco da série animada "Rick & Morty" e indicar três episódios de cada uma das três temporadas para escancarar de vez o portal interdimensional  para quem ainda não conhece a série se jogar sem medo.


A essa altura, se você é da mesma dimensão que eu, já deve ter ouvido ou lido alguma coisa sobre “Rick & Morty”, até porque a série é a mais nova moda no cenário pop-geek-nerd, se tornando tema de podcasts, estampas de camisetas e sendo terreno para inúmeras teorias pela internet afora, mas fingindo que ninguém sabe do que eu estou falando acho que, antes de tudo, vale uma apresentação:

     
   “Rick e Morty” é uma série americana criada por Dan Harmor e Justin Roiland, exibida na gringa pelo canal Adult Swin e que se originou de um curta de animação chamado "Doc e Marty", que parodiava o filme “De volta para o futuro”. Na série, acompanhamos as aventuras de Rick sanchez, um cientista genial que descobre uma maneira de viajar entre múltiplas dimensões e que, depois de dez anos desaparecido, retorna para morar de favor com a família de sua filha Beth, uma cirurgiã de cavalos que e é casada com Jerry Smith, um publicitário inseguro e impressionável, desde que engravidou na adolescência de Summer,  esteriótipo da adolescente moderna; fechando a família temos Morty, o filho caçula de 14 anos, influenciável e assustado que se torna parceiro de seu avô Rick nas mais insanas e geniais aventuras través das infinitas possibilidades do multiverso.

A série é brilhante! Usa de todo o potencial que as animações possuem desde sempre para apesentar conceitos muito bacanas de ficção científica, abusando do humor negro para criticar a sociedade e nos fuzilando com dezenas de referências por episódio, sem contar que consegue (em quase todo episódio) apresentar duas ou até três histórias simultâneas com o mesmo peso e força e isso tudo em vinte minutos por episódio!

Mas sem mais delongas, vamos ajustar a pistola de portais e indicar esse nove episódios essenciais:




Temporada 1:

Episódio 1Piloto: É impossível que qualquer série siga em frente sem apresentar um piloto descente, e no caso de “Rick e Morty” não é diferente. O primeiro episódio da primeira temporada é um resumo de quase tudo que acabamos por encontrar nas três temporadas que o segue. Nele, somos apresentados tanto a rotina mundana da família Smith, com Jerry e Beth sendo chamados à escola do filho pelo fato dele faltar quase todos os dias, assim como ao multiverso e aos primeiros exercícios de humor negro da trama, com a dupla protagonista indo até outra dimensão para pegar mega-sementes, que Morty tem que contrabandear escondendo no reto e Rick guiando o neto de volta através de alfândegas alienígenas e travando uma verdadeira guerra para retornar a terra.

Frase:
- Atire neles Morty!
- Mas não quero machucar ninguém Rick
-Atire Morty, eles são robôs
(Morty atira e o sujeito cai sangrando)
-RICK ELES NÃO SÃO ROBÔS!!
-É uma figura de linguagem Morty, eles são burocratas, eu não respeito eles.


Episódio 6 – Cronembergs: Nesse episódio Morty pede uma poção do Amor para Rick, para conquistar sua paixão, Jéssica, no baile da escola; só que, por puro descaso, o genio da família não avisa ao neto que a única contraindicação é se seu alvo estiver gripado… só que a festa onde Morty pretende seduzir a colega, é o “baile anual da Gripe”!! Surge daí uma confusão em cadeia que começa com todas pessoas do mundo se apaixonando por Morty, depois todos acabam se transformando em louva-deus e mais tarde em “Cronembergs” (referência ao diretor de filmes como “a mosca” e “Scaners”) monstros deformados que misturam diversos animais, resultando que Rick e Morty acabam fugindo para outra dimensão, onde suas versões estão mortas tomando seus lugares e abandonando sua família antiga. Foi o primeiro episódio que me chocou e me conectou com o niilismo que o comportamento indiferente de Rick acaba aos poucos expondo e que vai se destacando cada vez mais por episódio.

Destaque para o silêncio e choque de Morty ao final quando (ao som de: “Look On Down From The Bridge”) ele percebe que não há volta e que agora é hóspede de outra dimensão e parte de outra família.


Episódio 8-TV interdimensional: Assim como muitas séries de TV “Rick e Morty” possuem um episódio especial por temporada, no caso da obra de Harmor e Roiland, esse especial consiste na família Smith assistir a TV interdimensional, um aparelho criado por Rick onde canais infinitos de dimensões infinitas estão disponíveis. O episódio se divide em pequenas histórias que passam na TV como programas assistidos pelos protagonistas e que foram improvisados pelos autores, gravados em áudio e depois desenhados (o que dá o ar supremo do no sense) enquanto que Jerry, Beth disputam para assistir, através de uns óculos que acompanha suas versões de outras dimensões, como seriam suas vidas caso Summer não tivesse nascido.

Esse episídio tem um final espetacular, pois dá sequência aos acontecimentos do episódio 6, deixando claro que, apesar de se tratar de uma animação, nada ali é zerado e tem consequências, quando Morty, sabendo da tristeza da irmã, quando esta descobre que seus pais tentaram aborta-la e que a vida destes em outra dimensão foi um sucesso, devido a sua ausência, diz a frase que me fisgou de vez:

Frase: "...Não fuja, ninguém existe com um propósito, ninguém pertence a nenhum lugar e todo mundo vai morrer..”


Temporada 2:

Episódio 3 – Unidade: Com uma história que abusa das referências a clássicos do terror, como “invasores de corpos” e “Alien”, além de, ao final, mostrar toda a solidão que pesa sobre o genial Rick Sanchez, O terceiro episódio da segunda temporada é um dos meus favoritos. Nessa aventura, Rick, Morty e Summer recebem um pedido de socorro e são atraídos a uma nave que se encontra à deriva no espaço, onde sobreviventes de uma raça alienígena informam que todas as pessoas de seu planeta foram assimiladas por uma entidade que está unindo todos os seres em uma única consciência; logo a seguir, descobrimos que essa “Unidade” é uma ex-namorada de Rick e partimos para o planeta dominado por ela, onde a simples presença do protagonista e seus netos põem em risco todo o propósito de ordem da entidade e ameaça a segurança de todo o planeta.

Destaque para o momento onde a Unidade percebe o mal que a presença de Rick causa e resolve se afastar de seu ex-namorado de vez, e como ela É todas as pessoas do planeta, esconde os habitantes e Rick vai sabendo o motivo de seu afastamento através de cartas que vão sendo atiradas a ele pela rua.

Referência à "Invasores de corpos" no episódio "Unidade"

  Episódio 4 – Mostrem o que tem: Uma cabeça gigante entra na atmosfera da terra causando todo tipo de desastre natural e começa a repetir a frase “mostrem o que tem!”; enquanto os demais personagens da série se refugiam em uma igreja para orar por salvação, acreditando que se trata de Deus, Rick e Morty vão até o pentágono (na maior referência ao filme “Doutor Fantástico”) explicar que se trata de uma raça alienígena que se alimenta de… um Hit musical! A partir daí a dupla fica encarregada de criar uma música para satisfazer o desejo do visitante, enquanto o restante da família se envolve na criação de uma seita extremista chamada “cabecismo”, que tem o alien como um suposto deus.

          “ Morty: -Rick, você é músico?
           Rick: - E quem não é?
           Morty: -Eu!!
           Rick:   - Não com essa atitude!”
 
MOSTREM O QUE TEMMM!

Episódio 6 – Keep Summer Safe / mundo na Bateria: Rick, Morty e Summer estão em uma dimensão para assistir a um filme, quando ao tentar ligar a nave, descobrem que estão sem bateria. A dupla de protagonista parte para dentro da bateria, onde Rick criou uma civilização que tem o objetivo de abastecer a energia de sua nave e celular, só que esta desenvolveu uma sociedade e também está criando uma civilização dentro de outra bateria para ter menos trabalho; enquanto isso, Summer é deixada na nave e Rick ordena para que a máquina a deixe segura. Parte daí, na sociedade dentro da bateria, a discussão sobre escravidão e utilização do empenho do outro para trabalhar menos, enquanto que Summer testemunha todo tipo de atrocidade proporcionada pelo computador da nave para poder cumprir a ordem dada por seu avô.

      “-Você tem um planeta inteiro gerando energia pra você”? Isso é escravidão!
         -É sociedade, eles trabalham uns para os outros, compram casas, geram filhos…
      “-Isso parece escravidão com umas coisinhas a mais!”
"manter Summer segura!"

Temporada 3:

Episódio 1 – Fuga da prisão: No final da segunda temporada Rick se entrega à federação Galática (órgão que o tem como um terrorista) e é preso, o primeiro episódio da terceira dão sequência a esses eventos e se divide em duas histórias, sendo uma guiada por Rick, que começa em uma viagem por suas memórias e segue até sua espetacular fuga da cadeia e a outra acompanhando Morty e Summer em um “plano” para libertar o avô.
Esse episódio se destaca não só pela extrema violência e reviravoltas que a trama dá, levando mesmo Morty a visitar sua família original na dimensão destruída no episódio “Cronembergs” e Rick a trocar de corpo umas quatro vezes, como pela qualidade do roteiro e dos conceitos bacanas que apresenta o que lembra um bom filme de ficção científica e deixa claro a que veio a terceira temporada.


Episódio 2 – Realidade pós-apocalíptica: Meu segundo episódio favorito. Nele, Rick e seus netos partem para uma realidade pós-apocalíptica que mistura “Mad Max” e “Game of Thrones” atrás de um tipo raro de minério que fornece energia. Para conseguir roubar uma grande pedra desse material que os nativos levam consigo em suas caçadas e matanças, o protagonista e seus ajudantes resolvem ficar na dimensão e deixar androides para substituí-los em casa, surge daí um relacionamento entre Summer e “Hemorragia” um dos líderes do grupo nativo, enquanto Morty descarrega toda sua raiva reprimida em uma arena, depois de que tem as memórias musculares do braço de um inimigo do grupo, que morreu em batalha, injetados em si.
Destaque para como se destrói qualquer espírito guerreiro ou relação ao final do episódio, quando Rick, depois de criar uma sociedade classe média baseada na comodidade, o que transforma os guerreiros sanguinários em meros “telespectadores”, transforma a vida da neta em uma rotina, a convencendo a ir embora e depois parte, levando consigo a fonte de energia da evolução que ele criou para aquela realidade, o tão cobiçado minério.


Episódio 7 – Contos da Cidadela: Esse é o meu episódio favorito e nem conta com a presença dos protagonistas, ou mais ou menos. Nessa história, voltamos a Cidadela dos Ricks, um lugar onde Ricks de várias realidades se uniram para formar uma sociedade onde vivem apenas Ricks e Mortys e que é apresentada no décimo episódio da primeira temporada e destruída no primeiro episódio da terceira, quando Rick escapa da cadeia. O episódio conta como a cidadela está se reestruturando depois de sua quase extinção e a trama acompanha cinco histórias, Um Morty que quer ser presidente, Um Morty que é assessor do candidato, Um Rick e Morty policiais, Um grupo de Mortys que foge da escola para viver uma última aventura e um Rick Operário cansado de sempre se dar mal. O Episódio, além de ser melhor do que quase TODOS os filmes que vi esse ano, ainda usa e abusa de referências a filmes como “Conta Comigo”, “Dia de treinamento”, “Dia de Fúria”, entre muitos outros, para dar sequência aos acontecimentos da primeira temporada e conectar ainda mais a história, isso tudo, repito, em apenas vinte e um minutos!!

Frase: “Discursos são para campanhas, agora é a hora de ação!”


Bom, mesmo o texto tendo ficado gigantesco (e mais raso que as expectativas de Jerry Smith), nada que foi dito chega aos pés do que a série apresenta ou substitui a experiência de assistir cada episódio. Com um humor absurdo que explora todo potencial de animação, crítica inteligente e sínica e, toda a força de um niilismo de deixar Nietzsche orgulhoso, “Rick e Morty” vieram para revolucionar o universo das séries e prender os fãs de ficção científica no universo C-137. Então a dica está dada (como se ninguém conhecesse) e se Morty Sanchez Smith estava certo no T1-Ep8 e ninguém existe com um propósito, ninguém pertence a nenhum lugar e todo mundo vai morrer, vamos assistir TV e dar uma chance ao novo.


Fica a dica e fica tranquileba !


domingo, 17 de janeiro de 2016

ONE PUNCH MAN

Eu pertenço à geração que cresceu assistindo a rede manchete. Aquele pessoal que corria para frente da TV depois das 18h30min e assistia anime em horário nobre. Bons tempos aqueles de “Cavaleiros do zodíaco” e “Yu-Yu Hakusho”, que foram minha porta de entrada no mundo dos animes e mangás e influência para conhecer títulos mais complexos como os clássicos, “May, a garota sensitiva”, “Gost in the shell “ e “Akira” ou extremamente divertidos, como o recém descoberto “One-Punch-Man”, do roteirista que atende apenas por “One” e ilustrada posteriormente, em forma de remake por Yusuke Murata.

Conheci “One-punch-man” revirando a internet atrás de novidades que fugissem um pouco da mesmice, mas que não se perdessem muito ao tentar se mostrar originais, um paradoxo difícil de satisfazer, mas que foi derrotado com um soco só no primeiro episódio do anime que conta a história de Saitama, um cara normal, que após salvar um menino de um monstro, resolve se tornar um herói por hobby. O problema é que Saitama se torna é extremamente poderoso conseguindo derrotar qualquer inimigo com apenas um soco, o que aos poucos o vai entediando e o tornando indiferente às situações em que se mete.

A história é bem simples e não foge muito das tramas habituais dos animes de ação. Mas se one punch man tem uma característica que consegue transcender sua intenção inicial, é a zoeira. O autor faz uma sátira bem humorada ao estilo exagerado desses mesmos animes e seus heróis e vilões capazes de destruir cidades inteiras com um único golpe, e isso não falta na série, é montanha sendo explodida, prédio sendo derrubado, cidades devastadas e no outro dia... Tudo tranquilo! E, no melhor estilo Tarantino, o desenho não poupa referências, tanto que no primeiro episódio Saitama derrota um vilão idêntico ao Piccolo de Dragon Ball (só que azul) e depois um gigante parecido com os de “Attack on titans” e no sétimo episódio ele ainda chama seu adversário de “Son Goku”, pura zoeira! Sem contar com as frequentes interrupções que o protagonista faz aos discursos de seus adversários, sempre com a frase “por que você fala tanto?” referência gritante aos episódios de blábláblá intermináveis de animes do mesmo gênero
anime x mangá 

Além das referências, ainda podemos destacar todo um questionamento filosófico sobre poder no melhor estilo Alan Moore. O que aconteceria se você pudesse derrotar qualquer adversário com um soco só? Esse é o dilema de Saitama, que não se sente desafiado, surpreso ou com medo, e esse poder, vai fazendo com que ele perca em parte a capacidade de interação com que o cerca, tanto que sua expressão parece sempre de indiferença e seus pensamentos deixam isso claro, como no caso onde ele e Genos (um ciborg que sonha em se tronar discípulo do protagonista) fazem um teste para serem heróis profissionais (pois a única parte de Saitama que ainda interage com o mundo é a vontade de ter um fã clube) e durante a reunião ele está pensando no que fazer para o jantar, ou quando enfrenta o ser mais poderoso da “casa da evolução” e está pensando na liquidação do supermercado, isso me fez lembrar um pouco do Dr.Mahattan de “Watchmem”, que já não via as pessoas que o rodeavam como iguais, perdendo-se em divagações sobre seus interesses particulares, e também do velho e bom superman, que com todo aquele poder, vive tranquilamente entre as pessoas; entre esses dois extremos, eu colocaria Saitama no meio e o elegeria como o mais humano, nem tão indiferente e nem tão presente.


A trama ainda traz mais reflexões ao apresentar uma “associação de heróis”, que aos poucos vai se mostrando um reduto de inveja e egocentrismo, se mostrando opostas as intenções iniciais do protagonista e de seu companheiro Genos. Mas é através dessa associação é que vamos conhecer mais pessoas que buscam fazer a diferença, como o ciclista mumen Rider, ou o mestre de artes marciais Silver Fang, e também onde muitas pontas soltas são deixadas, criando a esperança de mais uma temporada.

Outra questão que ganha pontos absurdos é o carisma dos personagens, em especial do protagonista. Sinceramente é muito chato se deparar com personagens egoístas e só pensam em ser “o mais forte”, e que sempre finalizam o inimigo final... Embora Saitama sempre acabe batendo de frente com o inimigo principal, sua indiferença quanto a situação e vontade de fazer o que é certo fazem com que torçamos por ele e até nos sintamos chateados quando ele se torna alvo da inveja de outros “heróis”. Os personagens periféricos, como Genos, Mumen Rider e até o misterioso ninja “velocidade sonora do som” (que nome é esse!) são outros exemplos que enriquecem a série com humor, ação e momentos edificantes; Genos já aparece como um combatente do mal e que fica tão espantado com os poderes do One Punch Man que se torna seu discípulo e passa episódio atrás de episódios tentando encontrar o segredo da força de Sensei Saitama. Velocidade sonora do som, é um ninja que trabalha como assassino e segurança e se confronta com o protagonista por engano e acaba por encontrar uma motivação e sentido para treinar para vencer a pessoa mais forte que já conheceu, mas é no humilde herói de classe C Mumen Rider que apresenta todo sentido de ser um herói , quando além de aparecer em episódios combatendo sem sucesso oponentes mais poderosos e em um situação de desastre ainda se responsabilizar pelo resgate de sobreviventes, coloca sua vida em risco enfrentando o rei do mar profundo; Mumen Rider é o oposto de Saitama no que se trata em poder e empatia, mas seu complemento no que tange a ser um herói e o modo como o autor nos mostra isso é perfeito.


One Punch Man me trouxe de volta aquela sensação que a falecida rede Manchete me trazia todos os dias as 18:30. Aventura super bem desenhada e de roteiro extremamente engraçado, diversão para todas as idades. Fica agora a torcida para que novas temporadas cheguem em breve, linckando as pontas soltas que ficaram e nos dizendo qual a origem dos poderes de Saitama. Embora eu devesse ter resumido tudo em vinte palavras, tinha muito para falar dessa obra que gostei bastante e digo que “One Punch Man” leva a recomendação máxima desse cara comum que escreve essas resenhas por hobby e que busca sempre fazer a coisa certa.






quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

O CICLO DA RECICLAGEM


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

BATMAN: Ataque ao Arkham ( o esquadrão suicida como DEVE ser !)

    Entre DC e Marvel eu sou muito mais a Marvel. Gosto desse universo porque ele me parece menos forçado, mais coerente, as motivações de seus heróis e vilões são mais aceitáveis e a criação e introdução de novos personagens e morte de outros mais natural. A Marvel consegue renovar seu panteão de heróis com uma tranquilidade que a DC não possui, se vê isso apenas comparando o sucesso da Marvel Now e fracasso dos novos 52 da DC e isso vem se confirmando também no cinema com um sucesso atrás do outra da Marvel estúdios. No entanto, no que se trata de animação, a DC comics ainda reina absoluta e isso vem se confirmando a cada ano, desde os clássicos para a TV “Batman a série animada”, que inovou com seu estilo e ficou marcada na minha memória graças a trilha sonora, passando pelo “Batman do Futuro” e a “Liga da Justiça” (não! não estou falando dos superamigos) até chegar nos longas de animação como ponto de ignição e o “Batman, o cavaleiro das trevas” que é a adaptação da obra de Frank Miller e é genial!! Não sei se o pessoal da Warner que trabalha com essa área é escolhido a dedo entre os melhores, ou se a DC vê o sucesso nessa área como questão de honra,o fato é que o universo de animação da espetacular e isso se confirmou mais uma vez com seu último longa “Batman: Ataque ao Arkham”.

   A História é a seguinte, O charada ( aquele velho “vilão” bobo do Batman) conseguiu roubar informações sobre a força tarefa X, também conhecido como esquadrão suicida, e ameaçou revelar publicamente o nome dos atuais, antigos e aspirantes a integrantes desse projeto, colocando em risco os interesses de Amanda Waller (a Nick Fury de saias da DC comics), só que o charada é capturado pelo Batman e enviado para o asilo Arkhan, onde as informações, que estão em um pendrive em sua bengala são arquivados; Amanda resolve então recrutar um time de vilões dispensáveis para invadirem o Arkhan e recuperar o pendrive. O grupo que é formado pelo Pistoleiro , Arlequina , Capitão Bumerangue , Tubarão Rei, Aranha negra e Nevasca têm nano bombas implantados em suas cabeças ,que podem ser detonados caso desobedeçam ou tentem fugir, eles são jogados de paraquedas sobre Gothan para buscarem ajuda logística e abrigo do maior Gangster da Cidade, Oswald Cobbelpot, o Pinguim e depois devem se dirigir até o alvo e sem chamar a atenção recuperar o objeto, tendo em troca redução de penas e benefícios, é claro que colocar um time de vilões de segunda linha dentro de um hospício recheado com os maiores vilões do Batman é indicador de problemas e é justamente o que acontece
Turminha reunida
    O longa é muito bom ! Principalmente porque explora bem os personagens centrais que é o grupo do esquadrão suicida (ignorando o Batman, que tem sua importância, mas fica em segundo plano), a aura de anti-herói durão e líder que dão ao pistoleiro convencem, assim como a canastrice e falta de profissionalismo do capitão Bumerangue, as personalidades e interesses são bem claros e até o clima de romance entre a Nevasca e o tubarão Rei é bacana. O traço do desenho, assim como as cenas de luta, lembram um pouco os animes japoneses, com a câmera correndo e os personagens dando um show de agilidade e ação. O designer dos uniformes dos personagens também é muito legal, o Pistoleiro usando uma roupa discreta e as armas que ele carrega nos pulsos desenhadas de forma que quem veja entenda como funciona, ao contrário daquele colam vermelho dos quadrinhos que parece uma péssima ideia para quem quer ser um assassino que não quer ser pego, O tubarão rei também ficou legal, um brutamontes com uma mandíbula de metal ao invés do tubarão bípede das antigas histórias do Super-boy; O Aranha negra , um ninja assassino falando em honra e disciplina, a luta dele com o Batman no depósito é épico e, é claro, a Arlequina e Nevasca dando um show de sensualidade e assassinatos fecham o grupo com chave de ouro.
"VAI TER FILME??"



   No ano passado a DC/Warner anunciou o filme do esquadrão suicida para 2016. Eu, embora conhecedor os personagens nunca me senti muito fã, mas isso mudou depois de assistir a animação. Se o estudio conseguir manter o clima no mesmo nível que o longa animado é garantia de sucesso, mesmo com as possíveis adaptações que serão necessárias para entrar na faixa de censura 13 anos, pois o desenho está um pouco longe disso, com a descartabilidade de sues personagens principais ao melhor estilo do Sr George R.R Martin e com cabeças explodindo, pessoas sendo esfaqueadas, mulheres apanhando e uma tórrida, embora não mostrada, cena de sexo entre Arlequina e Pistoleiro. “Batman: Ataque ao Arkahn” se transformou em um clássico imediado para mim e espero que a DC consiga transpor essa genialidade que eles apresentam em suas animações para suas HQ's e Filmes, mesmo ao custo da vida de alguns vilões de segunda classe.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

INVICTUS de Willian E. Henley (arte e poesia)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Invictus

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.
Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.
Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.
Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.
William E Henley

* Tirinhas pegas do blog Não intendo !