terça-feira, 23 de junho de 2015

" O ENIGMA DO OUTRO MUNDO " ( 1982) - Zero Cult

   Exatamente a trinta e três anos atrás, no dia 25.06.1982 , John Carpinter trazia às telonas de cinema um filme que viria a se tornar um clássico do terror e que eu, graças a sorte de ter nascido em uma época onde se achava que leite com pera dava dor de barriga, assisti no extinto “cinema em casa” do SBT. Estou falando do fantástico “ The Ting”, ou como foi maravilhosamente traduzido no Brasil,“ O enigma do outro mundo”.
O filme é protagonizado pelo queridinho do diretor, o grande astro da sessão da tarde Kurt Rusell, que interpreta o papel de R.J MacReady, um piloto de helicóptero bad ass em uma base americana na Antártida, onde um grupo de cientista estão isolados em pleno inverno glacial fazendo o que cientistas héteros fazem isolados em uma base na Antártida em pleno inverno, ou seja, bebendo Wisky e jogando cartas.


   A vida vai seguindo seu fluxo rotineiramente gelado, até que em um belo , ouve-se o som de um helicóptero que vem ao longe. Nesse Helicóptero dois Noruegueses vem atirando e jogando granadas em um cachorro que corre como pode na direção da base americana para salvar sua vida. O Helicóptero pousa e o caos se instaura. Os tripulantes descem atirando contra o cachorro e acabam acertando a perna de um dos cientistas, um dos tripulantes tenta arremessar uma granada e essa escorrega de sua mão explodindo a aeronave e ele mesmo em uma cena no melhor estolo trapalhões, na confusão o outro tripulante é morto e o cachorro é levado para dentro da base.
  Aterrorizados com o acontecido e sem conseguir contato com a base norueguesa, o médico da equipe resolve ir com nosso herói até o local do acampamento de origem dos insanos caçadores de cachorro. Lá chegando, encontram um lugar destruído, repleto de cadáveres e parcialmente queimado, sem saber falar norueguês (para ler os relatos encontrados) e com uma tempestade se aproximando, eles resolvem coletar todos documentos que encontram e fitas de vídeo e partem em retorno para o seu acampamento.
   De volta à base americana, nossos heróis descobrem, após assistirem a nove horas de vídeos das peripécias da equipe norueguesa na neve, que os cientistas nórdicos encontraram um objeto de metal gigantesco sob o gelo e desencavaram e retiraram um fóssil do lugar. Nesse mesmo instante, o bendito cachorro que fugiu para a base no inicio do filme começa a agir estranho e mandam o responsável pelos cães o colocar no canil junto dos outros, é aí que o perigo se revela para nós espectadores, o cachorro não é um cachorro, sua cabeça se abre revelando uma criatura grotesca, inominável e terrívis !!! A criatura tenta se fundir, ou contaminar os outros cães, que fazem um estardalhaço chamando a atenção de todos na base, que partem para o canil para ver o que se trata.
   
No Canil , os cientistas, encabeçados pelo Kurt Russel, se deparam com a criatura parcialmente fundida com os cães, e , é pata para um lado, três cabeças , tentáculos pra tudo que é lado; no meio dessa balburdia , nosso querido pilote de helicóptero tem um insigt e lembrando que a base norueguesa estava toda queimada pensa em usar fogo para dar cabo da criatura o que ele faz, mas não antes que uma parte dela fuja pelo teto, para desespero de todos que assistiam atônitos ao show de horror que acontecia ali no meio da noite.
   Agora é barata voa !! Existe uma criatura, que possivelmente foi a causa do ocorrido na base norueguesa, solta dentro da base incomunicável americana no meio do inverno glacial e ninguém está seguro. Imediatamente o doutor começa a pesquisar utilizando seu computador de última geração que mais parece um Atari e fazendo necrópsia em um dos corpos que ele trouxe da base norueguesa, descobrindo que a criatura tem a capacidade de reproduzir e imitar qualquer ser vivo, como um metamorfo. A partir desse momento está aberta a temporada de paranoia, ninguém sabe mais em quem confiar, o médico pira e destrói o helicóptero da base, pois , graças a seu Atari sabe que se o alienígena entrar em contato com a civilização toda raça humana estará infectada em duzentos e noventa e um dias (7.000 horas ), nesse mesmo tempo, alguém começa a sabotar o banco de sangue e largar falsas pistas pela base, o que leva os sobreviventes a acreditar que nosso protagonista é uma réplica e não ele mesmo e o abandonando na parte de fora da estação para que congele.
   Não se dando por vencido, MacReady invade a estação pelo estoque e para não ser incinerado se agarra à bananas de dinamite (porque elas estão lá eu não sei!) , enquanto um de seus colegas tem um ataque cardíaco e precisa da ajuda do médico. Temos aí então uma cena marcante da minha infância , o homem está aparentemente morto, quando o médico pede o desfibrilador, na hora em que vai dar o choque para reanimar o defunto falecido do cientista morto, eis que uma BOCA se abre no tórax do indivíduo e come as mãos do médico, para cagaço geral, que sai correndo. MacReady então, de posse de um lança chamas queima a criatura. A partir desse momento ele resolve amarrar a todos e fazer testes sanguíneos com os mesmos, o teste consiste no seguinte: um prego é aquecido no lança chamas e introduzido no sangue, sabendo-se que a criatura só pode ser morta com fogo e deduzindo-se que não se trata de um criatura, mas de várias que formam um corpo, ele acredita que o calor no fogo iria revelar quem está contaminado. Assim, um a um, os seis sobreviventes são testados, começando pelo próprio MacRedy, até chegar em Windows, o operador de rádio, que começa a sangrar pelos olhos, se solta da cadeira e gruda no teto (mais uma cena inesquecível) e assim que cai divide sua cabeça em dois e mastiga a cabeça de outro pobre coitado, não dando outra alternativa a nosso herói do que incinerar os dois.
   Sabendo que não há como sobreviver, pois é o primeiro dia do inverno na Antártida e seus suprimentos, comida e abrigo foram comprometidos, e percebendo que se o alienígena chegar a sociedade os danos serão irreversíveis eles resolvem destruir a base e aguardarem a morte que se aproxima. Assim eles vão dinamitando cada módulo da base enquanto a criatura ainda os persegue. No final, sobram apenas nosso herói, Kurt Russell e o Mecânico da expedição, Childs, interpretado por Keit David , ambos sentados no gelo desconfiando um do outro e aguardando o fogo apagar para saber o que acontecerá com eles, mas sem nenhum otimismo.

    É um filmaço !! John Carpinter em sua melhor forma ! O filme é um remake de um filme de 1951, chamado “O monstro do ártico “ de 1951, dirigido por Christian Nyby , que por sua vez é baseado em uma novela escrita por John Campbell chamada "Who Goes There?" e que tem como mérito ser uma das histórias de vanguarda da verdadeira ficção científica, estilo que Campbell deu prioridade (e quase exclusividade) quando foi editor da revista Astounding Science-Fiction , revista que revelou escritores do nível de Asimov e Robert A. Heinlein .
   O filme é assustador, conseguindo uma crescente de tensão sem entregar quase nada de inicio (exceto pelo fato de que um disco voador cai antes de sermos apresentados ao nome do filme) . Parte dessa tensão é culpa da discreta, mas onipresente trilha sonora escrita pelo gênio Ennio Morricone e a sensação de solidão e isolamento que a ambientação traz. Os personagens são bem construídos e apresentados, temos o piloto bad-ass ; o mecânico durão, o técnico em rádio maconheiro, o comandante cético, o médico que pira e até um cozinheiro patinador, para ser perfeito só faltou a criança gênio, o cachorro falante e a gostosa histérica. Quanto aos efeitos especiais , acho eles incríveis, principalmente quando se sabe que são efeitos prático, pois não existiam computadores para inclusão de Cgi naquela época, e o mais legal é que convencem ainda hoje.


   Como já dito, filmaço ! merece ser visto e revisto. Presente de uma época onde se fazia cinema de verdade , não tem como não dizer que esse filme merece nota 5 de 5 !

domingo, 14 de junho de 2015

THE BABADOOK

   Menos é mais! Existem poucas frases mais clichês do que esta, mas nenhuma se enquadraria melhor para definir o filme “The Babadook “, filme australiano de 2014, dirigido por Jennifer Kent e que tive o prazer de assistir essa semana, atrasado como sempre!
O livro maldito

  O filme conta a história de Amélia (Essie Davis), uma enfermeira que trabalha em um asilo e que cria sozinha seu filho Samuel (Noah Wiseman) após a morte do marido em um acidente de carro. Amélia tem dificuldade para amar o próprio filho pelo comportamento agitado e estranho da criança e pelo fato de o marido ter morrido levando-a para o hospital para dar a luz.
  Samuel sonha todas as noites que um monstro sai do armário para pega-lo e após a mãe examinar todos os cantos do quarto, pede que lhe conte uma história e dorme com ela, e , assim é a rotina da família. É numa dessas noites que o menino escolhe o livro “the Babadook”, que Amélia não sabia que possuía em sua biblioteca e o livro trás em versos um texto violento e ameaçador; horrorizada , Amélia, rasga o livro e o joga no lixo.
  Após a noite da leitura do "the Babadoook", coisas estranhas começam a acontecer com a portagonista e seu filho. O menino começa a criar armas e dizer que não vai deixar a mãe morrer, Amélia começa a ter alucinações, ouvindo estranhos sons e vultos se movimentando pela casa e tudo piora quando o menino se torna violento  o livro destruído, reaparece em sua porta , reconstruído e tendo partes incluídas mostrando os terrores que estão por vir e dizendo ao final: “Você não  pode se livrar do Babadook”.
   O filme , que aposta no terror psicológico, contendo um ar lovecraftiano . Onde nada é muito mostrado e até quase o final não se sabe se existe alguma ameaça paranormal ou se o que está acontecendo não se trata de um efeito do stress que a protagonista vive e isso no final dá um ar mais assustador que o esperado.  
    Ainda temos no filme singelas homenagens, como quando Samuel sofre um ataque e sua mãe o leva para uma bateria de exames no melhor modelo exorcista, ou pelo fato de o garoto ser fã de mágica e se vestir como Gage, a criança que volta dos mortos em “O cemitério Maldito”, de Stephen King.
  
     
   Outra coisa que coopera para o clima do filme é o ambiente extremamente claustrofóbico. O filme é rodado praticamente todo na casa dos protagonistas, com exceção de uma ou outra cena onde eles estão no carro, no parque ou rapidamente no trabalho de Amélia. Há também o clima de solidão e melancolia que parte da protagonista, que não pode contar nem mesmo com a ajuda da irmã mais nova e está presa as responsabilidades com o filho.
  Como atuação a atriz Essie Davis consegue transmitir um ar de perca da sanidade ao aparecer com um rosto calmo e olhar nervoso o tempo todo e o menino Noah Wiseman rouba a cena tanto por sua atuação de criança irritante e mimada, como por seu personagem ser o mais FODA adversário de monstros em toda história de filmes de terror, criando um plano fantástico e armas super  engenhosas para derrotar o vilão, além de “exorcizar” a própria mãe.
   Em resumo, o filme me surpreendeu, me assustando e me mostrando que o simples ainda é a melhor opção (menos é mais!). A história não é a mais original e a narrativa já vem sendo utilizada em muitos filmes  japoneses de terror, mas a maneira claustrofóbica e focada em um ambiente que a diretora trabalha são espetaculares. Muito bom ! Só fiquei com pena do cachorro, mas mesmo assim recomendadíssimo! Nota 8,5



quarta-feira, 3 de junho de 2015

Demolidor - do filme à série



     Em 2003 a internet no Brasil era quase inexistente, assim como os sites de cinema e cultura pop. Só se sabia do lançamento de um filme através do programa Dia-a-dia na Band, no fantástico (se o filme fosse um mega Blockbuster) ou através da revista SET. E foi na capa de uma edição dessa bendita revista que descobri que um de meus super-heróis preferidos ganharia um filme, se tratava do “Demolidor, o homem sem medo” estrelado por Ben Affleck e dirigido por Mark Steven Johnson.
Meu primeiro contato com o filme já foi horrível, começando pelo protagonista. Nada contra o Ben Affleck, eu até gosto do cara em Dogma e hoje em dia torço para que seja um bom Batman, mas eu esperava um Matt Murdock leve e ágil, saltando de prédio em prédio e metendo a porrada utilizando suas técnicas ninja, mas a postura e o uniforme que a revista apresentava era de um cara acima do peso vestindo uma capa de sofá. Outro problema para mim era que o grande cérebro criminoso a ser combatido era o Michael Clark Duncan ( O John Coffey, de “A espera de um milagre) e toda vez que eu olhava para ele eu pensava, “Qual é? Esse cara não é tão mau assim!” e por último, mas não menos importante, tinha o Mercenário, que nos quadrinhos é um vilão foda, que usa qualquer coisa como arma, além de rivalizar na porrada com o Demolidor, mas na interpretação de Collin Farrel aparecia como um esquisitão, todo vestido de couro e com um alvo tatuado na testa, digno de piada.
Apesar do que a revista SET me mostrava, mantive o pensamento positivo até assistir ao filme, o que serviu apenas para que minha decepção fosse maior. As cenas de luta eram ridículas, a trama sem sentido e cheia de clichês, os motivos dos personagens eram rasos e pouco convincentes, ou seja, uma ofensa para qualquer fã. Por isso, quando a Marvel recuperou os direitos do personagem que estavam com a FOX e logo depois anunciou que a NETFLIX faria uma série do herói, me mantive indiferente e joguei minhas expectativas abaixo das solas dos pés. Mal sabia eu que receberia com surpresa melhor série de 2015.


chegou tateando e dominou !


   FODA! Me desculpem, mas não há maneira melhor de definir a série do Demolidor. Para começar a série faz parte do universo MARVEL dos cinemas, em diversos momentos podemos ver as referência do que aconteceu à Nova York devido a batalha dos Vingadores em seu primeiro filme, essa mesma situação é o motivo para a introdução do grande vilão, Wilson Fisk, o Rei do crime, que aproveita a oportunidade para tomar o poder em Hell's Kitchen comandando empreiteiras, empresas de engenharia e, de quebra o submundo das drogas e tráfico de influência, o que remete ao clima e ambiente da produção, que é extremamente sombrio, onde vemos o bairro do protagonista, sendo dominado por essa novo poder paralelo onde os antigos mafiosos e bandidos que dominavam as ruas estão sendo substituídos por um grupo realmente organizado, que consegue passar tensão e a ideia de que não se pode escapar quando se assiste.
Os atores estão fantásticos ! Charlie Cox, que eu só conhecia do terrível “Stardust” tem uma atuação perfeita no papel de Matt Murdock, me convencendo que era cego, que sabia lutar e até mesmo que era ruivo, Helden Henson faz o melhor amigo do protagonista, Foggy Nelson, conseguindo transmitir o carinho e fidelidade que no filme de 2003, John Fravreau, interpretando caricatamente o mesmo personagem não chegou nem perto, a ele pertence a parte cômica e ingênua da série, sem com isso transformar o personagem em bobo ou coitadinho. Vincet d'Onofrio , o eterno Gomer Pyle de “Nascido para matar” é o rei do crime definitivo, embora eu tenha alguns problemas com a origem do personagem (que vamos abordar mais abaixo), ele convence com uma interpretação que alterna da insegurança (que se mostra como dissimulação) e insanidade para razão e propósito, o sujeito é uma bomba relógio prestes a explodir quando o que é sagrado para ele é molestado. Mas no meu entender, o melhor ator da série é Vondie Curtis-Hall que interpreta o reporter Ben Urich, que é responsável pela parte investigativa e que aos poucos é aprofundado expondo seus problemas financeiros, ideologias e se torna um dos heróis da série pelo fato de não se corromper; o ator consegue passar com um olhar ou suspiro todas suas preocupações ou ideias, muito show, tanto que não se ouviu falar mal do personagem devido a sua mudnça de etnia nem mesmo entre os Haters. E o que falar de Débora An Woll como Karen Page? Bom, além de ótima como a personagem ela é linda (ponto).
   O que me conquistou na série é que ela segue o modelo de séries de sucesso, como “Breaking bad” ou “Game of Thrones”, de ser um filme gigante dividido em episódios em que, permeados por diversas subtramas, existe um ou dois problemas centrais a serem resolvidos, tudo isso tratado com o máximo de realismo e seriedade possível ( seriedade, não austeridade), ou seja, não existe essa bobagem de vilão da semana, tal qual The Flash ou Arow, mas sim um medo constante que paira durante toda a temporada. Essa é a receita de se aprofundar e desenvolver todos os personagens desenvolvendo empatia e fazendo com que quem assiste queira mais e mais.
 
Arrebenta Stick
 E Falando em trama, existem episódios que eu vi, revi e trivi, de tão espetaculares que são. O episódio onde raptam uma criança para chamar a atenção do demolidor e ele entra no esconderijo dos bandidos (quando ainda está machucado) é muito legal! Tem uma cena de luta de quase dez minutos em um corredor que remete ao filme Sul-coreano “Old Boy”, ao mesmo tempo que deixa claro que o protagonista é um herói falho e vulnerável, que não tem todas as resposta e soluções, mas que está disposto a ir até as últimas consequências para buscar justiça; nese episódio tem uma cena muito engraçada, quando o demolidor entra em uma sala e fecha a porta, se ouvem gritos, de repente sai um sujeito quebrando a porta e quando se acha que ele vai escapar, uma TV de 29” o acerta na cabeça, cena essa que faz contraponto com o desfecho do episódio em que nosso herói resgata o menino raptado e , cambaleando, o carrega nos braços para o pai (Isso sim é herói!). 
    Outro episódio show é quando aparece o Stick, o sujeito que treinou Matt Murdock. Eu ansiava por essa aparição, principalmente pelo fato de não haver menção a esse personagem no filme de 2003 (o que me deixou indignado), Na série o personagem que é vivido por Scott Glenn já mostra a que veio na primeira cena, onde em uma perseguição a um burocrata Japonês ( e falando japonês) usa suas habilidades para dar cabo do sujeito. Durante esse episódio é que sabemos como Foi o encontro entre Stick e Matt e seu treinamento, onde ele aprendeu, guiado por Stick, a focar os sentidos para não enlouquecer (questão que não existe no filme), também temos um vislumbre de questões externas ao que ocorre em Hell's Kitchen e que deverão ser abordadas nas próximas temporadas, como o clã de Stick e o céu negro (seres em forma de criança que parecem ser armas biológica) e o tentáculo que surge na figura de Nobu, que é um aliado do rei do crime desde o começo da série e que se mostra um ninja, fato que vai gerar uma cena de luta muito boa em outro episódio, mas voltando para o Stick, o personagem é muito carismático, aquele tiozão badass que senta a porrada em todo mundo, é boca suja e só pensa em seus objetivos, quero muito que ele volte na segunda temporada. 
Bad day
   Por último, um episódio que me chamou a atenção, mas me deixou dividido quanto ao personagem é o que mostra a origem de Wilson Fisk. Nele somos apresentados a um Wilson criança, que sofre maltrato do pai e dos vizinhos, ele aparece sempre nervoso e incapaz de reagir na maioria das vezes, chegando a entrar em panico quando o pai vai tirar satisfação de quem fez bulling com ele, isso culmina quando ele mata o próprio pai em uma crise de violência após vê-lo agredindo a mãe, isso eu não consegui digerir, penso que alguém que sofre violência desde pequeno acabe por se quebrar, tornando-se arredio e tendo crises eventuais e violência ( o que acontece na série) mas a estrutura para o personagem chegar onde chegou seria comprometida, seria quase impossível ele se tornar líder de uma organização com o porte da que ele comandava se em sua tenra idade nada que o cercava lhe passasse confiança de que ele seria algo melhor, mas fora isso a atuação de Vicent d'Onofrio e o episódio em si é muito bom.

    Por tudo isso considero “Demolidor” a série da NETFLIX a melhor coisa lançada em 2015 (até agora), ficamos no aguardo da segunda temporada quando a questão do céu negro será revelada e teremos a introdução ao mundo dos clãs de ninja e sua guerra. Espero também que as demais séries baseadas nos personagens da MARVEL que a NETFLIX irá produzir sigam com a qualidade apresentada em Demolidor, contando com muita ação , violência e realismo. Nota 10.


Até a próxima temporada



sábado, 30 de maio de 2015

SE ESFORCE E TERÁ SUCESSO (OU NÃO)

  Existe um discurso ,que cresce em tempos de crise, que diz que as oportunidades presentes na vida estão disponíveis para todos. Esse discurso, é repetido à exaustão por muitos que não percebem as pequenas diferenças que na grande maioria das vezes selecionam o lugar das pessoas na sociedade; gente, que talvez por serem agraciadas por esses fatores de forma positiva, não  entendem que alguns não conseguem , por mais que tentem, fugir da situação onde nasceram. Diversas vezes, com minhas limitações, tentei formular argumentos que tentassem ilustrar essas diferenças, mas foi graças ao site “PAPO DE HOMEM”, que encontrei tudo que eu queria demonstrar com a tirinha de Toby Morrys. Segue abaixo:



   Muito tempo atrás, meu irmão falando sobre desigualdades cunhou o termo “gênio da computação nascido no sudão”, que passamos a utilizar sempre que vemos alguma pessoa extremamente inteligente ou consciente preso em uma situação negativa que não o deixa evoluir. Penso hoje que grande parte das pessoas é um pouco esse gênio, frustrado e preso em um mundo que diz que o motivo por ele não alcançar uma posição melhor na vida é apenas dele, pois seu esforço foi pouco.
    Nunca acreditei em igualdade de oportunidades, nem por isso quero mal para quem teve a sorte de ter uma chace de melhoria, espero apenas que essa tirinha ilumine a visão de quem ignora que a vida cobra mais de uns do que de outros e que necessário um esforço social absurdo para uma mínima equiparação. Não tem nada a ver com coitadismo, tem a ver com verdade e respeito.









quarta-feira, 27 de maio de 2015

KUNG FU CONTRA AS BONECAS

   Esqueça os filmes de kung fu do “Força Total da Band” e as cenas épicas de chineses acertando golpes que tiram fumaça quando acertam seus oponentes, esqueça a escancarada de pernas do Van Dame e as coreografias de Jakie Chan, o filme definitivo sobre artes marciais foi filmado no Brasil em uma época onde o politicamente correto não havia nascido e o baixo orçamento e o no sense ditavam as regras no cinema, estou falando de “Kung Fu contra as bonecas” , filme de 1975, produzido pela Galante (a mesma produtora do assustador Cinderela Baiana, com a Carla Perez.) e dirigida e estrelada por Adriano Stuart.
Chang se preparando para luta
O Filme conta a história de Chang, filho de um chinês com uma pernambucana, que retorna para sua terra natal após anos na China estudando a arte do Kung Fu, chegando no Brasil descobre que sua família foi morta (incluindo seu porquinho) pelo bando do famigerado Cangaceiro Azulão, que estão tomando a terra dos pequenos fazendeiros a fim de colocar em prática o terrível plano de um coronel de construir uma estrada pelo local (ou algo assim). E, assim vai atrás de sua vingança auxiliado por Maria, uma lutadora de capoeira que também teve o pai morto pelo bando de cangaceiros, munidos apenas de suas habilidades e falta de noção.
O filme é tão ruim, mas tão ruim que é bom !!       As “Bonecas” do título se referem aos próprios cangaceiros, que são Gays. Cada um deles usa uma cor de roupa diferente, no melhor estilo power Rangers, com um número costurado em suas costas como se fossem jogadores de futebol, o próprio “Azulão” (interpretado por Maurício do Valle, o inimigo clássico dos filmes dos trapalhões) vai durante o filme desmunhecando mais e mais, chegando ao ponto de cantar músicas da Carmem Miranda enquanto seu “guarda costas” apalpa sua bunda (é sinistro)!! O protagonista Chang, vivido pelo próprio diretor Adriano Stuart, não luta nada, mas mata qualquer um de rir com suas caretas e grito de fúria, em contrario de Maria (Helena Ramos), que chega a parece que luta mesmo e levando a situação a sério (dentro dos limites da galhofa).
 
soco mais fatal que o do Johnny Cage
    Durante uma hora e meia, somos fuzilados com a mais pura comédia pastelão e frases engraçadíssimas. O filme começa mostrando o pai do protagonista indo as compras e o balconista dando a ele um gravador com microfone onde ele fala sua lista de compras em chinês e é traduzido automaticamente, o gravador traduz a lista da seguinte forma “ 35 kg de linguiça, 4 sacos de feijão, 345 pasteis, 250 pirulito de morango, etc.”(muito bom!). Em todos momentos de tensão, Chang tem flashbacks de seu mestre passando ensinamento que ele descarta na cena seguinte, nesses flashbacks, Chang está vestindo uma roupa de formatura, fazendo menção ao fato de ter terminado seu treinamento, em uma sala repleta de velas, se destacando o mestre “Chinês” que é um ator negro com bigodes brancos a la Pai-mei que o chama de “pernilongo. Os cangaceiros do bando de Azulão, por serem jogadores de futebol, passam o tempo todo cantando “é camisa dez na seleção” em homenagem a seu líder, que como todo craque traz o número dez nas costas; Chang, ao conhecer Maria e a defende-la do bando, acerta um golpe no melhor estilo Bruce Lee no saco de um dos cangaceiros, ao virar o corpo do sujeito e ver que o mesmo tem um número dois nas costas solta a frase “eu sempre odiei lateral direito!” (É muito no sense), E oque falar da indumentária do herói, que anda pela caatinga tocando um sax miniatura e trajando um chapelão de Cowboy e um sobretudo, tendo por baixo uma camiseta babylook rosa com os dizeres “kung fu”,isso sim é herói!

   Sem mais delongas, Assistam “Kung Fu contra as bonecas” uma joia da boca do lixo, um filmaço de chorar de rir fruto de uma época onde a diversão era o que interessava e não o patrocínio da Petrobras. tão ruim, mas tão ruim, que é ótimo, chegando a ser distribuído internacionalmente com o singelo nome de "Bruce lee vs Gay power" mostrando como se faz marketing e que não importa ser ruim, o importante é não ser bobo . Diversão Garantida.
QUEBRA TUDO CHANG !!

terça-feira, 12 de maio de 2015

VINGADORES: A era de Ultron

   Em 2012, a MARVEL estúdios fechava a chamada “fase 1” de sua trajetória nos cinemas lançando “Os Vingadores”, filme que unia os maiores heróis da terra para enfrentar uma invasão alienígena no centro de Nova York. O filme foi um sucesso, arrastando milhões de pessoas para o cinema e arrecadando mais de um bilhão e meio de dólares em receita, ficando atrás apenas de Titanic e Avatar na história da sétima arte. Pois chega 2014 e o celo retorna com seus heróis em uma nova aventura, dessa vez com a missão de derrotar a inteligência artificial de Ultron e ultrapassar o arrecadamento dos filmes de James Cameron.

   O filme é tiro, porrada e bomba, Já começa com uma cena de fazer chorar qualquer fã de HQ. Em uma batalha na Europa ,que dura uns quinze minutos,os vingadores estão unidos invadindo uma base secreta da Hidra na missão de recuperar o cetro de Loki, que está em poder do grupo terrorista, vemos,em um falso plano sequência, os heróis destruindo o exército inimigo, com destaque para a liderança consolidada do capitão América e a integração de luta do grupo, fato que se o universo DC nos cinemas quiser alcançar o sucesso terá de imitar. Nesse mesmo inicio somos apresentados as gêmeos Maxmoff, Wanda e Pietro, que, utilizados como armas pelo Barão Von Strucker, o líder dos inimigos, vão dificultando a vida dos vingadores. Gostei dessa sequência de apresentação justamente por limitar esses dois personagens, Mercúrio, embora tenha supervelocidade não é “over power” como em “x-men: dias de um futuro esquecido”, onde ele sozinho poderia acabar com a trama toda, em Vingadores, ele é vulnerável e raso em seu propósito, da mesma forma que Wanda (feiticeira escarlate), que nos quadrinhos tem o poder de manipular a realidade e no filme é “rebaixada” a uma telecinética e telepata manipuladora de mentes, que , juntamente com o irmão tem o plano de se vingarem dos vingadores (trocadalho do carilho) e destruir Tony Stark, que consideram como causa da morte de seus pais.  Wanda entra na mente de Tonny Stark, quando ele encontra o cetro e o faz ter uma visão de seus maiores medos, uma nova invasão alienígena, mais poderosa do que nunca e a morte de seus amigos por falha dele, então sobe o título do filme e vamos comemorar a vitória da batalha na torre dos vingadores.

   A festa na torre dos vingadores é uma ótima sacada, afinal, quem nunca se perguntou o que aqueles caras fazem quando não estão por aí de roupas coloridas batendo em alienígenas e supervilões? E essa resposta Joss Whedon dá de forma muito divertida, todos vingadores e personagens secundários estão reunidos conversando sobre suas vidas e cotidiano. Vemos James Rhodes, o War Machine, se esforçando para contar piadas em uma roda de amigos, o Falcão jogando sinuca com o capitão América e um flerte violento entre a viúva negra e o Dr Bruce Banner; destaque para a cena onde todos tentam mover o martelo do Thor. É ao final dessa festa que o vilão do filme se revela, antes já tínhamos sido apresentados a ideia e tentativa da construção, por parte de Tonny Stark, de uma inteligência artificial que pudesse defender o planeta no caso de uma nova invasão; essa tentativa, baseada nas informações da gema do cetro de Loki, desperta e evolui sozinha se tornando Ultron, que se apresentando ao grupo com seus conceitos e ideias bem fundamentas, deixa claro que só há uma chance para a raça humana, tal qual a série do espetacular homem-aranha, ela deve ser rebootada!! Depois da revelação, o vilão abandono o corpo e foge pela internet para um lugar onde poderia reconstruir-se como bem quisesse, ou seja, a base da hidra que os vingadores burramente não explodiram!

 
Você não tem mais cordas sob mim
  Depois de reconstruído, Ultron busca toda informação na rede e nos arquivos da hidra para encontrar quem ele poderia utilizar contra seu inimigos e assim ele convoca os Irmãos Maximoff. Mercúrio Vai Mercúrio vem e os vingadores descobre que Ultron se encontra em um país da costa africana, buscando conseguir vibranium para construir um corpo “indestrutível” e partem no encalço do robô. Chegando lá e entrando em conflito que
Wanda entra na mente dos vingadores e somos apresentados a seus medos e revelações de futuro e passado. O Capitão América se vê em uma festa de militares, com seu grande amor, Peggie Carter, ainda jovem dizendo que a guerra acabou; Thor também está em uma festa, no que parece ser um salão do Inferno asgardiano, em que Heindall (Idris Elba) o aponta como culpado pela morte de todos em Asgard (já iniciando o que será abordado em Thor Ragnarok, o terceiro filme do herói); A Viúva negra lembra de seu passado como assassina Russa e expõe seus traumas de ser esterilizada e programada para deixar de ser um indivíduo, vale questionar como ele se aproximava dos heróis com tanta facilidade? Talvez ela tivesse poder de teletransporte não creditado, mas isso não fica claro. Duas cenas nessa sequência são muito bacanas, quando Mercúrio passa correndo pelo martelo do Thor e tenta pega-lo acabando sendo arrastado junto e quando a feiticeira, ao tentar hipnotizar o gavião recebe um choque e desmaia, com o arqueiro dizendo:”já estou cansado de ser hipnotizado, não vai rolar” remetendo ao primeiro filme.A sequência acaba com os gêmeos olhando Bruce Banner ao longe e Wanda falando ao irmão que precisa terminar a missão. Expectativa, o coro vai comer!!
   
Agora o bicho vai pegar
  Bruce Banner é Hipnotizado, se transforma em Hulk e parte furiosamente em direção da cidade. É quando Tonny Stark o segue e inicia o projeto verônica e quando o Hulk se prepara para destruir tudo, eis que surge a HulkBuster!! Essa é a melhor sequência do filme, homem de ferro x Hulk, sem piedade ou choramingo, mas com muitas piadas. Toda a luta é tão bacana que eu acho difícil apontar uma cena especifica, mas tenho de dar destaque ao soco britadeira na cara do Hulk e o satélite verônica repondo as partes destruídas da Hulkbuster cada vez que um membro é destruído pelo gigante esmeralda, sem contar com o momento onde o Hulk perde um dente, olha com aquela cara de “cê tá morto meu irmão” e Tonny Stark larga um singelo “desculpa” em voz quase inaudível. A luta acaba com um prédio sendo implodido em cima do Hulk, o que o trás novamente a realidade, traumatizando ainda mais Bruce Banner; Depois disso nossos heróis são levados para um lugar seguro, a casa do Gavião Arqueiro (quem diria?!)

   No refugio do Gavião somo apresentados a sua família, mulher grávida e um casal de filhos. Uma humanização e aprofundamento bacana do personagem, que como sendo um dos poucos normais, cria esse link com o telespectador. Nessa sequência a Viúva negra abre seu coração para Banner mostrando seus reais interesses no cientista e seu sonho de ter uma vida comum, longe do passado que a perseguia, também há um confronto entre o Capitão e o homem de ferro, dando um gostinho do que a guera civil vai mostrar em “Capitão América 3”! Então surge Nick Fury e descobre-se que Ultron tem o plano de fazer um corpo perfeito e somos transferidos para o laboratório da Dra Chow, que trabalha com reconstituição de tecido e que, sob a influência da joia da mente do cetro de Loki dá inicio ao projeto de realizar a vontade do vilão. Nesse momento, Wanda descobre os reais planos de Ultron, graças a Joia e aterrorizada bloqueia o upload de sua mente para seu novo corpo é quando os vingadores chegam, começa uma nova cena de ação, onde a Viúva é  capturada e os gêmeos resolvem ajuda-los, unindo-se a equipe. Destaque do mercúrio salvando cada pessoa na rua de ser atropelada por um trem descontrolado, algo que o Homem de aço da Warner nem cogitou em fazer.

   O corpo sonhado por Ultron é levado para Tonny Stark, que tem o plano de combater fogo com fogo, ao descobrir que seu programa de ajuda, Jarvis, se encontrava solto na rede, bloqueando Ultron de ter acesso aos códigos de lançamento de misseis nucleares, ele o reconstrói e resolve usa-lo como software nesse corpo, o que não agrada em nada o Capitão América e os Gêmeos Maxmoff, que tentam impedi-lo, mas graças a Thor, em seu momento “It's Alive” surge um novo Herói. Assim somo apresentados a Visão, que depois de um choque com a realidade e uma rápida luta se diz do lado da vida e apresentando seu antagonismo para com Ultron e discursando sobre a compreensão do fato de não confiarem nele, desconfiança que cai por terra ao segurar o martelo de Thor e entregar ao dono. Quase na mesma hora, Gavião recebe um pedido de socorro da viúva via código morse e a localiza, da-se os preparativos para a última batalha, com o Capitão dizendo que nem todos voltarão vivos (profético) enquanto nossos heróis vão se equipando. Destaque para a coleção de tênis do Mercúrio, as milhares de ponta de flecha do Gavião e O Homem de Ferro trocando seus sistema de apoio para um chamado “sexta-feira” menção a solidão de um Robson Cruzoé, talvez mais um gostinho do que nos aguardo o próximo filme do Capitão América. E assim os vingadores partem para a batalha final.
   Ultron está em uma cidadezinha do leste europeu (pelo menos parece ser) e tem um plano Terrivis, transformar a cidade inteira em um meteoro que acabará com a vida na terra, diante disso nossos heróis vão ao encontro do vilão para extingui-lo primeiro. Então começa a batalha, Ultron se apresenta a seu “Pai” Tonny Stark e a batalha se desenrola, nesse momento Visão chega e o desconecta da Internet, dessa maneira o vilão fica preso a seu corpo e dos robôs a seu comando dentro da cidade; no mesmo momento, Bruce Baner parte para resgatar a Viúva negra , que o “convence” a se transformar no Hulk para ajudar a destruir a ameaça. Durante a batalha surge uma das cenas mais engraçadas do filme, cercados por um exército de robôs, o Gavião arqueiro e a Feiticeira escarlate estão dentro de uma casa, ela está com apavorada procurando se esconder e o gavião faz o melhor discurso motivacional do cinema , ele diz: - Olha, nós estamos em uma cidade voadora, sendo atacados por um exército de robôs e eu estou usando arco e flecha, nada faz sentido! Mas temos trabalho a fazer , se você ficar aqui e se esconder seu irmão virá e talvez você sobreviva, mas se sair dessa casa será uma vingadora, a escolha é sua. Depois disso , nossa heroína assume uma postura mais firme e se une em definitivo com o grupo, enquanto isso no centro da cidade é barata voa e,O homem de Ferro e o visão se juntam a Thor contra Ultron que tem seu corpo mais evoluído quase que derretido, mas consegue escapar para a nave de ataque dos vingadores.

O Herói do filme
   Quando parece não haver mais esperança, eis que surge o Aéreo porta-aviões da S.H.I.E.L.D para resgatar tanto heróis como civis que se encontram na Cidade Meteoro. E durante a retirada, quando Gavião arqueiro resgata um menino, Ultron aparece atirando com a nave, Gavião fecha os olhos, a câmera lenta é acionada indicando que vai dar problema e de repente , nada...ele abre os olhos e tem um carro colocado na sua frente, ele olha para o lado e Mercúrio está de pé a seu lado crivado de balas, Pietro se sacrifica para salva-lo em uma cena que arrancou suspiros de piedade de quem estava no cinema e liberou a fúria de Wanda no filme. Após isso o Hulk invade a Nave e escuta-se apenas Ultron Gritando e sendo arremessado para fora , seus robôs tentam fugir, mas aparece War Machine para detê-los com visão o ajudando em uma cena muito legal de perseguição aérea; nesse momento, Hulk mostrando consciência e sabendo que é uma ameaça, desliga a comunicação da nave e some no horizonte, o Ultron evoluído está caído e Wanda se vinga da morte do irmão arrancando seu “coração”; sobra apenas uma cópia de Ultron, tão deformada como a primeira, que Visão persegue e tem um dialogo fantástico, onde o vilão o chama de ingênuo devida sua fé nos humanos, o que ele rebate dizendo que a causa disso se deva pelo fato dele ter nascido ontem (pá-bum-pss).
   A cidade Meteoro e Ultron são destruídos, as pessoas salvas e , mesmo com baixas os vingadores salvam o dia, então somo apresentados a base dos novos vingadores, onde Stark e Thor se despedem dizendo que precisam de um tempo e saem de cena, assim como o Gavião arqueiro, que vai para casa dar atenção a sua família e o Hulk que dasaparece. Nisso sobra o Capitão américa e a Viuva negra, que nos apresentam os novos vingadores, War Machine, Falcão , Feiticeira escarlate e Visão; e , o filme termina com o Capitão dizendo “Vingadores....” e eu gritando: “ASSEMBLE”!!

   Mas, e o que eu achei do filme? Acho que o fato de ter transcrito o filme em três páginas me denuncia como fã, mas para mim não é vergonha dizer que adorei “Vingadores: a era de Ultron”. Novamente a MARVEL veio com um filme leve que agrada toda a família, sem menosprezar a inteligência de ninguém (embora não vá te fazer sair filosofando) , o longa consegue alternar entre muita ação, comédia e um pouco de drama quando mostra os medos e passado dos heróis, não decepcionando fãs e amantes de filmes de ação.

   Gostei da consolidação da liderança do Capitão América, que já estava bem anunciada ao final de “Capitão América: o Soldado invernal”, outra coisa que me conquistou foi o desenvolvimento que deram ao Gavião Arqueiro, que parecia não ter o porquê estar no primeiro filme, mas que nesse mostra a que veio, assim como a utilização dos personagens periféricos dos outros filmes da MARVEL que foi uma grande jogada, integrando todo universo em cenas curtas, mas o que eu achei show de bola mesmo foi a cena de batalha do Hulk x HulkBuster, que prendeu a galera na cadeira e arrancou gargalhadas de todo mundo, e a tão esperada estréia do Visão, um herói digno de verdade, mais Super-homem do que o homem de aço da Warner (dá pra ver que odiei o homem de aço !)

   Mas nem tudo são flores, achei que Joss Whedon utilizou da mesma fórmula de sucesso do primeiro filme para garantir a aceitação do público, como colocar os gêmeos Maximoff como vilões no inicio do filme, tal qual o Gavião arqueiro no primeiro; as cenas longas de um pequeno grupo lutando com um exército e um vilão megalomaníaco. Até alguns recursos para empolgar o público foram reutilizados, como o sorriso do Hulk quando vai para a última batalha, isso tira um pouco da originalidade do filme em si, mas na minha opinião não o diminui em nada.

   Só posso concluir dizendo que “Vingadores: a era de Ultron” é um filmaço que correspondeu as minhas expectativas e me fez sair feliz do cinema; como filme de meio funciona de forma espetacular e deixa um gostinho de quero mais que faz com que se torça para a chegada de “Capitão América:Guerra Civil” e “Vingadores 3”, recomendo muito!


Avante Vingadores!!

sábado, 14 de março de 2015

Tudo ao mesmo tempo !


    O cartão está atrasado; Preciso comprar uma câmara de ar para o carro, pois na pressa de sair, acabei rodando vazio e cortou o pneu, o para brisa também vai ter de ser trocado; tenho que comprar chocolate porque a páscoa vem chegando; último ano da faculdade e meu computador já não tem jeito, vou ter que comprar outro; na empresa o serviço só aumenta e as cobranças idem; minha enteada quer que eu a leve na pracinha, minha mulher quer conversar sobre obras na casa, meu filho quer atenção. Dei uma respirada funda, querendo que tudo aquilo passasse, sonhando com algum momento de paz, de plenitude e, sem pensar mais, fugi para a internet.

 Passando os olhos pela internet, me deparei com a notícia de um sujeito da minha idade que morreu em um acidente pela manhã. Ele deve ter saído mais cedo para evitar o trânsito, mal se despedindo da família e encontrou seu fim alguns poucos quilômetros de casa. Lendo aquilo enxerguei as preocupações do sujeito, as contas, o trabalho, a vontade de resolver tudo para ontem, de encontrar paz e plenitude no meio do caos do dia-a-dia, mas encontrando apenas o fim

Tudo ao mesmo tempo

     Fiquei pensando sobre a vida em si, mais trabalho do que lazer, mais sofrimento do que prazer, mais dúvida do que certeza, mais dívida do que crédito, mas mesmo assim maravilhosa. Sonhamos todos os dias com paz e plenitude, mas esses dois conceitos só existem por completo na morte, mas quando ela chega, não há mais tempo para nada; na vida, pelo contrário, tudo acontece ao mesmo tempo,mas há tempo para tudo, e, talvez essa seja a melhor definição da vida: “tudo ao mesmo tempo”!



  Pois que assim seja, que venha tudo ao mesmo tempo, as dúvidas e a busca por respostas, o passeio de bicicleta e as tarefas de casa, a manutenção do carro e o TCC, o trabalho dobrado na empresa e as conversas sobre as obras, os lançamentos no cinema e a cerveja com os amigos, o adeus a quem vai e o abraço em quem volta. Aproveitar esse “Tudo ao mesmo tempo”, esse turbilhão de acontecimentos que é a vida e empurrar para um futuro distante essa paz e plenitude, sabendo que os problemas que surgem no caminho são o sinal que o mundo nos dá para sabermos que ainda estamos aqui e seguindo em frente.