segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

"Gravidade" - O melhor filme de 2013

  O filme “Gravidade” , do diretor Alfonso Cuarón, me atraiu desde o primeiro trailer, com o perdão do trocadilho; O Teaser mostrando astronautas a deriva no espaço, indo descontrolados e desesperados em direção de uma estação espacial ,me deixou empolgado por ser ,a primeira vista, um filme de ficção científica com um bom diretor e um elenco de peso, mas com medo de que viesse a ser um blockbuster no pior estilo Armagedom. Por sorte, não se tratava de uma coisa nem outra, “Gravidade” é sobre a vida.
  O filme apresenta da Dra. Ryan Stone ( Sandra Bullock ) uma especialista recrutada pela NASA e seus colegas de missão, incluindo o experiente Matt Kowalski (George Clooney ) para auxiliar na atualização do telescópio Hubble . Na véspera do retorno para a terra, terminando o trabalho, a tripulação é informada de que a Rússia destruiu um satélite espião desativado com um míssil, o que gerou uma reação em cadeia que vai destruir tudo que existe em seu caminho, incluindo a nave e a tripulação da missão. Como toda boa ideia, o roteiro do filme é bem simples, mas a profundidade de seus conceitos foi o que me ganhou e tenho certeza foram eles o que levaram o filme a ser um dos campeões de indicações ao Oscar.
Seguindo em frente

  Desde o primeiro instante que somos apresentados a Dra. Ryan, sabemos que ela está no automático, ignorando seus problemas pessoais e a situação extraordinária onde se encontra, ela não é diferente de qualquer outra pessoa que encontramos na rua, indo trabalhar porque se deve trabalhar , voltando para casa por que se deve voltar; Ela não sente nada, ou pelo menos não demonstra emoção (mesmo sendo privilegiada com as mais belas visões) ela apenas segue em frente, Então para arrancá-la desse estado de letargia a vida interage da única maneira que sabe, causando problemas. Esses problemas são representados por toneladas de lixo espacial vindo em direção a tudo que dava segurança a protagonista naquele momento e quando a nuvem de destroços chega até a nave , chega sem fazer barulho (até porque no vácuo não há som) e vem destruindo tudo e fazendo vítimas, assim como os problemas que enfrentamos em nosso cotidiano. Tal como a personagem ,muitas vezes gostamos de acreditar que temos total controle de nossos vidas, que não vamos ser surpreendidos facilmente, isso faz com que nos sitamos mais seguros para caminhar em linha reta por nossas vidas, no entanto um diagnóstico médico, um acidente de trânsito ou a demissão do emprego, vem sempre a nos mostrar o quanto frágil e ilusória é essa nossa ideia de controle, de modo silencioso e sem mandar aviso, os problemas sempre chegam e alguns acima de 32 mil km/H.
 Após ser arrancada da nave , junto com o braço mecânico que a sustentava, e jogada ao espaço, a primeira decisão que a protagonista tem de tomar é se soltar desse último elo com o que lhe dava segurança anteriormente, assim como uma pessoa que sai de qualquer situação em que está envolvida, seja pessoal ou profissional (como diria Fausto silva) , tem de  largar de lado as lembranças que a prendem ao passado e ir em frente, é o que acontece a ela a se desconectar do braço mecânico, mas, assim como qualquer um de nós ao sofrer uma mudança brusca, a protagonista se sente a deriva, jogada no espaço e  sem chão , mas quem assiste de outra perspectiva pode dizer que ela está na verdade livre e quando o Tenente Kowalski surge para resgatá-la é que sua viagem de volta a vida começa.
"você está à deriva, ou está livre?"

  Após  prender a Dra. Stone em si, Matt Kowalski toma rumo ao que sobrou da nave espacial , na esperança de que a mesma ainda pudesse levá-los para casa, no entanto se depara apenas com destroços e corpos, de maneira que a única forma de encontrarem salvação é alcançar a estação espacial internacional e de lá partir até a estação chinesa, que possivelmente ainda possuí módulos de emergência, isso contando apenas com alguns impulsos do Jetpak utilizado por Kowalski e com o Oxigênio da DRa Ryan Stone a 8% . É no percurso até a primeira estação, onde está a cena mais linda do filme, para acalmar a colega,  Matt pergunta de onde ela veio e se tem alguém especial esperando por ela lá embaixo, a resposta, falada lentamente pela Dra Stone, deixa claro o porquê de seus gestos automáticos e indiferença:

 “Eu tinha uma filha.”

O mundo fica de cabeça para baixo quando a vida nos derruba
 Se aproximando da estação internacional ,  Kowalski informa que possui apenas um ou dois   impulsos no Jetpak e que Ryan deve se concentrar em agarrar-se em algo, ambos colidem contra a estação e se separam, Ryan acaba presa nos cabos do para quedas do módulo de emergência que havia sido acionado por falha , segurando  Kowalski pelo cinto de segurança; Naquele momento Matt representa a segurança, mesmo na pior hora ele está ouvido música e com um sorriso calmo nos lábios, é companheiro e bem humorado, além de experiente, sem ele, Ryan tem de tomar as decisões, tem de ter a iniciativa e confiar em si mesma; tal como sair da casa dos pais ou deixar o filho seguir sua vida, abandonar a ideia de segurança de uma presença é um fato que se deve encarar pois essa mesma presença não depende de nós. E assim, para salvar a Dra Stone,  Kowalski se solta do cinto de segurança e parte pelo espaço ,  só restando a Ryan Stone aceitação de deixar partir.
não se pode prever nada, não se pode se agarrar a ninguém 

 Matt vai aos poucos se afastando (em um erro físico do filme que se justifica pela alegoria) enquanto a Dra Stone balbucia que o estava segurando e, enquanto , quase sem ar, fica dizendo que não vai desistir de buscá-lo,  Matt liga novamente a música e vai desaparecendo no infinito, mas não sem antes deixar sua última mensagem:
“Uau !...Ei Ryan... Você tem que ver o pôr-do-sol no Gânges... é maravilhoso!”
 Aproveite o passeio, pois é o que a vida é! Não podemos prever nada, temos a ilusão de principio e fim em tudo que fazemos, tal como uma corrida, somos tão condicionados a pensar dessa maneira, que na maioria das vezes não estamos conscientes das maravilhas que acontecem ao nosso redor, nos desprender e aproveitar a paisagem e a sorte de estar presente dá sempre sentido a tudo, basta apenas aproveitar o “passeio de Domingo”.

 Após conseguir entrar na E.E.I , já sem oxigênio e desesperada, Ryan Stone se livra do traje espacial e fica flutuando silenciosa em posição fetal, ali nasce uma nova pessoa, livre da ataraxia que a escravizava anteriormente, renascida da dificuldade que enfrentou. Essas dificuldades superadas são o que lhe dão força para seguir na ideia sugerida por Matt para voltar para casa, e, após enfrentar um incêndio, desacoplar o módulo e sobreviver mais uma vez a passagem dos destroços (que dão uma volta na órbita terrestre a cada noventa minutos) a Dra Stone percebe que não tem combustível para os propulsores de decolagem, um balde de água fria nessa nova pessoa que vem surgindo. Tentando contato com Houston, ela acaba na frequência de um rádio amador  Chinês, o homem , que não fala Inglês e que acha que o nome dela é “May Day” , tem cães latindo ao seu redor e canta para um bebê, reconfortada por essa lembrança de um lar e pelo testemunho do carinho de um pai por um filho, A Dr Ryan decide desligar o oxigênio e morrer. Nesse instante o inusitado ocorre, do lado de fora, na escotilha podemos ver Matt  Kowalski batendo e após girando a trava para a entrada.  Kowalski volta sorrindo, pois bateu o recorde de caminhada espacial, reclama que o clima está meio triste ali e pergunta se Ryan já encontrou a vodca, logo em seguida diz que a estação Chinesa fica a 160 km do lugar onde eles estão, Ryan tenta dissuadi-lo dizendo que não há combustível, mas Matt questiona se ela tentou os propulsores de pouso, pois pousar e lançar é a mesma coisa, Ryan diz que sempre falhou nos treinamentos, então Matt pergunta se ela quer ou não sair de lá, ela não responde; Ryan já havia desistido, se acomodado e aceitado a situação, assim como quem se prende a rotina e se acostuma com uma vida mais ou menos, ela encontra uma nova segurança naquele módulo espacial, justifica sua comodidade com a falta de sucesso do passado,como Matt lhe diz, é calmo lá em cima, é tranquilo e silencioso, ali ninguém pode machucá-la, ela pode fechar os olhos e esquecer tudo, não é preciso seguir em frente, não é preciso viver, sua filha morreu e não há nada pior do que isso, mas a questão é: “O que vai fazer agora?” ...se decidir voltar, vá em frente, coloque os pés no chão e siga em frente.... Então Matt desaparece, ele era a projeção de seu subconsciente procurando alternativas para sobreviver, projetando para Ryan a pessoa que mais lhe inspirava confiança e motivação. Ryan então religa o Oxigênio e decide viver, está na hora de voltar para casa.

 A decisão de tentar novamente, mesmo tendo de enfrentar um problema que nunca conseguiu solucionar, no caso o pouso do módulo Soiuz, e viver, colocam um sorriso pela primeira vez no rosto da Dra. Stone depois de mais de uma hora de filme, acionando os propulsores de pouso do módulo ela ainda pede a Matt uma última coisa que cuide de sua filha, deixando claro que ela está disposta a sobreviver. Retomando seu foco, Ryan consegue desacoplar o módulo e lançá-lo, de forma  que passe próximo a estação espacial chinesa , que já apresenta queda de altitude, assim como em nossas vidas, onde devemos arriscar caso queiramos mais e usar sempre a criatividade para encontrar a melhor forma de se conseguir o desejado,A Dr Ryan salta do módulo e alcança a estação com o uso de um extintor, proporcionando uma das últimas cenas de tensão do filme, quando só consegue se prender a estação no último minuto (malditos clichês Hollywoodianos!) . Já dentro da Estação chinesa, a Dra. Stone ainda tem de tentar a a sorte em decifrar um painel de controle em mandarim, proporcionando um momento engraçado ao apertar o botão errado e soltar a máxima “No hablo chino”.
 Após a estação adentrar a atmosfera, ela começa a se desfazer , soltando o módulo de segurança Chen-zu , onde se encontra a Dra Stone, Essa , de ânimo renovado , transmite agora a segurança e calma que Matt passava no inicio da crise onde os dois acabaram envolvidos. Com o módulo em queda livre, Ryan tenta mais um contato com Houston e , sorrindo, diz que tem um mal pressentimento sobre a missão, diz que existem apenas dois resultados possíveis, ou vai se salvar e terá uma grande história para contar, ou morrerá queimada em dez minutos, mas que não importa, de qualquer maneira será uma experiência incrível; Já não é fim, mas a viagem que a Dr Stone entende como meta, agora ela entende que tudo que ela viveu e sofreu, a definem e a enriquecem , ela aceita o que vem com bom grado , pois o importante é estar presente e ter vivido tudo o que viveu. O módulo cai na terra em meio a um pântano , em uma última provação, Ryan tem de se livrar do traje espacial para não morrer afogada e nadar até a margem de um lago, mais uma vez ela deve deixar tudo o que passou para trás e seguir em frente apesar das dificuldades; ela sai da água se arrastando e se ergue lentamente, representa a evolução, tanto da espécie como da maturidade, sai da água e vai para a terra, começa deitada e sem força, tal qual um bebê, engatinha, caminha vacilante e depois se ergue imponente, quando a câmera a fima nesse instante, ela é uma gigante; a Dra. Stone agora realmente dá razão ao seu nome ( pedra em Inglês) sai endurecida e forte da situação, mas nem por isso menos grata pela sorte que teve e vai em frente sem olhar para trás.

A cada tropeço , um novo nascimento



 Na minha opinião, “Gravidade” é o filme do ano! Certamente  Alfonso Cuarón levará o Oscar de melhor diretor, assim como  o filme levará a fotografia , a parte técnica e , se bobear, de melhor atriz para Sandra Bullock . Sobre os efeitos visuais ,poucas vezes vi os efeitos especiais serem tão bem utilizados,servindo com ferramento de auxilio e pano de fundo para a história e não a atração principal como se costuma ver tão frequentemente, o som também é algo que chama a atenção, como o filme se passa no espaço, ele é utilizado além de ferramenta de tenção, também para transmitir o barulho dos objetos no vácuo, por exemplo, quando a personagem da Sandra Bullock usa uma furadeira, é o som de dentro do uniforme que ouvimos, muito bacana! Os ícones de esperança , também são detalhes delicados que aparecem durante o filme, o Alienígena dos “Looney toones” representando O lar, saindo lentamente pela janela da nave destruída ; São Cristóvão, padroeiro católico dos viajantes, na estação internacional, passando a ideia de fé no retorno; e, buda, quando Ryan já se encontra voltando para a terra decidida e em paz, representando a iluminação . Por essas e por outras é que digo que gravidade é um filme como a tempos não se fazia e que escolhi sendo como o melhor do ano e talvez o melhor em anos, se estiveres a deriva, deixe-se atrair por esse filmaço e aproveite a viagem , mas por favor, verifique se no tanque de oxigênio há mais do que 10% de O² , pois tu vais precisar !


sim, ver esse filme foi uma experiência Incrível

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Feliz 2014


Que todo mundo se alimente melhor

Surpreenda




Tenha foco


Dance mais


Muitas Vitórias


Feliz 2014

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Se as obras literárias tivessem títulos politicamente corretos

 Na onda do politicamente correto levado à última instância , seguem algumas obras com os títulos que teriam, caso fossem lançadas nos dias de hoje :

"O cortiço" de Aluisio Azevedo, teria o título de "A comunidade" e seria eleito como livro de cabeceira da Regina Casé



 "Branca de Neve e o sete anões" receberia um título que colocasse a princesa dentro de seu grupo étnico correto e que não depreciasse os pequenos mineradores


 O Mesmo ocorreria com "Negro Bonifácio" de Simões Lopes Neto



A Idade da sabedoria e experiência também ganharia seu representante com a versão de "O velho e o Mar"



Depois de um tempo, o contexto nem importaria mais, como na capa de "O vermelho e o Negro"

E a obra de Dostoiévski, "O Idiota", se tornaria a bandeira e definição de uma época
















quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Administração - Ciência ou sofisma?

Lembro de uma aula de estrutura que tive na faculdade , onde o professor disse que o administrador antes de tudo é um cientista social; trago isso comigo desde então, pois não foi só uma vez que vi a imagem do administrador vinculada a um sofista ou oportunista. Mas, será que que a definição dada e que me marcou tanto, realmente tem espaço na vida pratica da administração?
O principio básico da ciência é a dúvida. A ciência não gera dogmas, não há verdades absolutas quando se fala em ciência, toda informação pode ser refutada. No entanto, quando o assunto é empresarial há uma busca por pontos finais e verdades inquestionáveis , pelo menos essa é a verdade dentro das empresas médias brasileiras e isso tem sua marca presente mesmo dentro da faculdade; outro professor, dessa vez de psicologia, disse que a função do gestor ou líder é possuir a resposta imediata do que é questionado, pois essa certeza gera confiança. Embora eu entenda o que ele quis dizer, não posso aceitar, Em primeiro lugar por uma certeza absoluta dada na hora impedir a análise mais detalhada de dezenas de possibilidade, talvez melhores que a verdade apesentada; em segundo, por essa mesma verdade partir de uma pessoa, posta em um momento de tenção e muitas vezes dispersa entre outros tantos assuntos (acredito que isso por si só já traga abaixo a confiança completa de um observador menos otimista) e em terceiro, pelo fato desse líder possuir subordinados que certamente terão retrabalho e clientes que serão lesados se o que ele disse não estiver coerente com a realidade.
Penso que esse mito de um portador da verdade é comum a todos. Somos adestrados para vivermos entre polos, nossas máximas são “sim ou não”, certo ou errado”,”no prazo ou atrasado”; e, essa mesma busca pela razão é o que nos leva ao erro e retrabalho. Uma empresa que pretende seguir crescendo tem que pensar à longo prazo, não pode se ater a respostas imediatas e superficiais , o administrador tem sim que ser um cientista social, tem que buscar nos detalhes a resposta mais próxima da verdade, mas ciente que esta pode ser refutada logo o ambiente ou situação mude, verdades absolutas, quando muito, podem resolver problemas emergenciais ou que não afetem na dinâmica do crescimento e gestão. Acredito realmente que só sobrevive quem duvida e analisa os fatos com calma e visão do todo, o restante, fica na história como arrependimento e falta de planejamento.

eu te disse


sábado, 28 de setembro de 2013

A Escala da sutil e sem graça discriminação (falando sério n°1)



Algum tempo atrás, meu irmão postou no Facebook uma crítica as comédia Stand-up ruins quem vem surgindo pelo Brasil à fora e que estão distorcendo a ideia inicial desse tipo de humor. No inicio, o humorista de Stand up era aquele sujeito que ria de si mesmo, dos amigos e familiares ,e , principalmente, das situações do cotidiano onde ele mesmo se inseria. Com o modismo veio a degeneração e a cada dia esse tipo de humor vem se aproximando mais do humor de babar no sofá da TV globo; piadas preconceituosas , de baixo calão e vulgares, tomaram o lugar de reflexões engraçadas que expunham os próprios defeitos do comediante, fazendo que lembrássemos de nós mesmos... não era de se esperar algo diferente em tempos onde a auto afirmação é a regra de ouro da sociedade , depreciar-se , mesmo que seja apenas para gerar uma catarse com o público, é algo impensável....e ,quando não se fala de si mesmo, fala-se dos outros e , se  a grama do vizinho parece sempre mais verde, porque não deixá-la mais seca?
  Foi então que ouvindo o Podcast Café Brasil, me deparo com o programa de número 343 -” Escala Allport” , falando justamente de intolerância e a escala de Allport sobre preconceito. Essa ferramenta, criada pelo psicólogo Gordon Allport em seu livro The Nature of Prejudice ( a natureza do preconceito) publicado em 1954 , vai do um ao cinco e serve para avaliar o clima de preconceito e discriminação que em que vive uma sociedade e que se apresenta disposta exatamente como abaixo:
Nível 1 – Antilocução
Antilocução significa um grupo majoritário fazendo piadas abertamente sobre um grupo minoritário. A fala se dá em termos de esteriótipos negativos e imagens negativas. Isto também é chamado de incitamento ao ódio. É geralmente vista como inofensiva pela maioria. A antilocução por si mesma pode não ser danosa, mas estabelece o cenário para erupções mais sérias de preconceito.
Por exemplo, piadas sobre portugueses (no Brasil), brasileiros (em Portugal), negros, gays etc.

Nível 2 - Esquiva
O contato com as pessoas do grupo minoritário passa a ser ativamente evitado pelos membros do grupo majoritário. Pode não se pretender fazer mal diretamente, mas o mal é feito através do isolamento.

Nível 3 - Discriminação
O grupo minoritário é discriminado negando-lhe oportunidades e serviços e acrescentando preconceito à ação. Os comportamentos têm por objetivo específico prejudicar o grupo minoritário impedindo-o de atingir seus objetivos, obtendo educação ou empregos etc. O grupo majoritário está tentando ativamente prejudicar o minoritário.
Nível 4 - Ataque Físico
O grupo majoritário vandaliza as coisas do grupo minoritário, queimam propriedades e desempenham ataques violentos contra indivíduos e grupos. Danos físicos são perpetrados contra os membros do grupo minoritário. Por exemplo, linchamentode negros nos Estados Unidos e Pogrons contra os judeus na Europa.
Nível 5 - Extermínio
O grupo majoritário busca a exterminação do grupo minoritário. Eles tentam liquidar todo um grupo de pessoas (por exemplo, a população dos índios norte-americanos, a solução final  para o “Problema Judeu” e a Limpeza étnica na Bósnia

  Tenho que confessar minha ignorância pois nunca havia ouvido falar da mesma escala e que achei muito interessante principalmente para enxergarmos onde a sociedade Brasileira se encontra no momento presente.
 Fazendo referência aos “shows” de Stand up brasileiros,  vemos que eles são o reflexo do pensamento da grande da maioria da população, a Antilocução está em tudo, o que não é ruim ( dos males o menor) , pois se a maioria ainda tenta atingir o diferente com deboches temos como sanar o problema através da educação e empatia, o que é trabalho dos formadores de opinião e das grandes mídias. Mas, infelizmente, essas grandes mídias é que apresentam o traço da evolução da discriminação mais gritante; assistindo a nova novela do globo “Jóia Rara” acreditei que a mesma se passasse na Áustria ou Alemanha do inicio do século XXI, devido ao fato de a maioria dos atores possuir olhos azuis e o elenco possuir apenas uma integrante negra ( Cacau Protásio) , para minha surpresa, descobri que a novela se passa no Rio de Janeiro... Já havia percebido essa ausência de personagens negros, asiáticos ou nordestinos nas novelas da globo (para não citar os outros canais de entretenimento na TV aberta que são irrelevantes), na Novela “ Amor a Vida”, não há um único negro ou nordestino  no elenco, a trama me faz pensar que os mesmo foram substituídos  por gays e que seu “drama social” trocado pela luta para perder a virgindade da “gordinha engraçada” (coisas mais na moda).No mundo real todos esses dramas acontecem simultaneamente em todas as classes e etnias, restringir a atenção a situações a determinados grupos é esquivar a sociedade da presença de outros grupos, o que põe essas mídias no nível dois da escala Allport
Questionados sobre o assunto, a rede Globo informou que no momento personagens multi étnicos não se enquadrariam nos problemas propostos pela trama... ou seja, se um dos personagens não buscar ascensão social, se apaixonar pela filha do patrão e viver um dilema entre a vida do crime e uma vida honesta e sofrida, não haverá vagas para negros , índios, nordestinos ou algo diferente do estereótipos do branco, magro e heterossexual .
O que eu penso?Desde que os marketeiros do PT buscaram diminuir o despenhadeiro de empatia que havia entre o brasileiro idealizado e o real  através de séries de propagandas apresentando casais multiétnicos e até a inusitadas propagandas com bebês não loiros , algumas pessoas que se identificavam com essa figura idealizada tomaram por  meta não permitir que a percepção das pessoas evoluísse, pois essa evolução poderia por em duvida a hierarquia social e padrões de beleza que estas mesmas pessoas defendem e se beneficiam , para essas pessoas não existe o diferente, apenas o errado e essa visão rasa e egoísta de mundo é o que impulsiona o próximo nível da Escala , a discriminação, e nesta não podemos deixar que nossa sociedade chegue. A solução para isso uma intoxicação de multi culturalismo, de pluralidade e de educação, precisa ficar marcado na consciência de cada pessoa que as diferenças físicas e sociais são apenas diferenças superficiais, é preciso promover a empatia, o exercício de colocar-se no lugar dos outros é o melhor freio contra a ignorância e discriminação ;a leitura de romances  é um ótimo exercício de empatia, não conheço maneira melhor para sentir o que outra pessoa sentiria em uma determinada , a publicidade utilizar pessoas de cores, pesos , origens diferentes tornaria mais fácil a aceitação de quem é diferente do padrão e o reconhecimento destes com as campanhas. São soluções simples, todas baseadas na educação, educação esta que acredito ser a única arma que pode ajudar a sociedade brasileira a vencer esse combate contra a reacionária discriminação. Educação que , com certeza trará mais graça e sentido as futura piadas fruto de situações e que nos permitirão rirmos juntos e não uns dos outros.

terça-feira, 4 de junho de 2013

15 Dicas para ser aceito no mundo de hoje , ontem e sempre



    1 -Seja indiferente as injustiças praticadas contra quem não pode se defender (exceto se for um animal doméstico)
    2-Ignore a opinião e presença de quem tem menos dinheiro que tu ou está em um nível hierárquico menor.
    3-Bajule quem está no topo do nível hierárquico ou tem bem mais grana do que tu.
    4-Não tenha empatia por ninguém
    5-Fale de si mesmo como se tu fosse realmente interessante
    6-Se imponha só para ter razão, não para chegar a algum resultado produtivo
    7-Nunca mude de opinião, mesmo se tu estiver errado e prejudique outros, mantenha-se irredutível
         8- Nunca registre sua opnião em e-mail’s, blogs ou rede sociais (para não ser prejudicado na dica 7)
          9-Deixe claro o quanto tu gostas de beber; compartilhando foto de cervejas e aparecendo com uma garrafa na mão sempre que possível
    10-Não economize indo nos lugares mais badalados, mesmo que passes o resto do mês comendo miojo
    11- Saiba tudo! se não souber, invente e se não conseguir inventar, finja que é irrelevante e suspire
    12- assine em baixo dos preconceitos da maioria, mesmo se tu for alvo destes
    13- Tenha uma religião e se dedique a ela como se fosse mais importante que a tua família
    14- Trate seus objetos como “Brinquedinhos” ou “filhos”  
    15 -Nunca, jamais e em hipótese alguma deixe a entender que sua opinião é uma indireta para alguém com algum tipo de poder ou prestígio, ninguém apoia um revoltado


Se tu conseguires manter equilibradas 12 dessas 16 dicas, teu sucesso social e profissional ficam assegurados ! Ao custo mínimo da tua alma !